- A ação do Citi subiu cerca de 70% em doze meses e quase 180% em três anos, refletindo a reestruturação comandada pela CEO Jane Fraser.
- O RoTCE do Citi deve chegar a 8,8% em 2025, com projeção de 11% a 12% no curto prazo e 14% a 15% entre 2029 e 2031 (fase 2), com foco em crescimento de receita, eficiência e produtividade de capital.
- O CFO Gonzalo Luchetti afirma que o banco passou da defesa para o ataque, destacando a presença global em 94 países e a cultura como diferenciais para sustentar expansão.
- As ações, em torno de US$ 125, ainda ficam aquém do nível pré-crise de 2008, mas o Citi passou a ser visto com credibilidade, com 85% dos analistas recomendando compra.
- O Citi planeja reduzir a distância para os pares com engajamento com clientes e fortalecimento da franquia, além de explorar uso de inteligência artificial para produtividade, atendimento ao cliente e defesa cibernética.
O Citi registrou alta de 70% na sua ação em 12 meses e quase 180% em três anos, impulsionada pela reestruturação promovida pela CEO Jane Fraser. A valorização ocorre mesmo com o papel ainda bem abaixo do nível pré-crise de 2008, quando atingiu US$ 550, e com o banco operando em um patamar de cerca de US$ 125.
A reorganização dos últimos quatro anos incluiu venda de negócios, simplificação da estrutura e melhoria do RoTCE, que passou de 4,9% em 2023 para 8,8% em 2025. Mesmo assim, o Citi permanece abaixo de concorrentes como JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo, que entregaram retornos superiores a 14% em 2025.
Desempenho e estratégias de RoTCE
Analistas destacam que o CFO Gonzalo Luchetti assumiu o cargo em março com foco em crescimento, ganho de mercado e atingimento de metas de RoTCE. O guidance é chegar a 11% a 12% no curto prazo e 14% a 15% entre 2029 e 2031, por meio de crescimento de receita, eficiência e uso mais produtivo do capital.
O executivo enfatiza que a fase de reorganização acabou e o Citi passa a jogar no ataque, buscando ampliar a presença global — em 94 países — e fortalecer a relação com clientes para engajar o crescimento de longo prazo. O câmbio de foco vem acompanhado de perspectivas de maior confiança do mercado, com aproximadamente 85% dos analistas recomendando compra.
Contexto de mercado e valuation
Em relação à avaliação, o banco afirma que a ação continua barata em relação aos pares, com o mercado prevendo atender ao topo do guidance de 10% a 11% neste ano. A relação preço/valor contábil ficou em 1,28x, ainda abaixo de concorrentes que podem chegar a 2,7x.
Sobre o cenário macro, o Citi ressalta uma inflação moderada nos EUA e uma demanda de crédito resiliente. O banco aponta que a inadimplência não mostrou sinal de aceleração, com consumo em crédito no primeiro trimestre mantendo-se em trajetória estável.
Inteligência artificial e inovação
No plano tecnológico, o Citi adota uma estratégia dupla com IA: aumentar a produtividade interna e melhorar a experiência do cliente. A empresa está democratizando o uso de IA com treinamentos e metas de adoção, além de lançar ferramentas que transcrevem chamadas em tempo real para melhorar o atendimento.
A iniciativa também visa reforçar a defesa cibernética, com IA capaz de antecipar ameaças e reduzir vulnerabilidades. A expectativa é que a aplicação de IA proporcione ganhos de eficiência, bem como melhorias nos serviços financeiros oferecidos aos clientes.
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