- O consumo de café nos primeiros quatro meses subiu 2,44%, atingindo 4,9 milhões de sacas de 60 quilos, segundo a Abic.
- A recuperação começou em março, com alta de 10,25% frente a março de 2025; em abril, o consumo continuou em alta, em torno de 3,66%.
- No ano passado, o consumo caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, em razão do aumento dos preços.
- Para o café tradicional, houve queda de 15,51% em abril comparado a abril do ano anterior, com preço médio em torno de R$ 55,34 por quilo; cafés especiais (16,9%), descafeinados (21%) e café solúvel (0,55%) registraram alta nos preços ao consumidor.
- O setor projeta safra recorde para 2026; se confirmada, poderá haver nova queda nos preços. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 66,7 milhões de sacas, alta de 18% frente à safra anterior.
O consumo de café no Brasil voltou a crescer no primeiro quadrimestre deste ano, após a desaceleração dos preços nos supermercados. Foram 4,9 milhões de sacas de 60 quilos consumidas, alta de 2,44% frente ao mesmo período de 2025, segundo a Abic.
A recuperação começou em março, quando o consumo respondeu com crescimento de 10,25% em relação a março de 2025. Em abril, a elevação ficou em torno de 3,66%, mantendo a tendência de recuperação. Celírio Inácio, diretor executivo da Abic, aponta que 2025 foi resiliente para a cafeicultura, com queda no consumo, e 2026 já mostra retomada.
No ano anterior, o consumo de café já havia recuado 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, devido à alta de preços. Com a maior oferta de matéria-prima em 2026, os preços caíram, refletindo positivamente no varejo. A retração de preço favorece o consumo, segundo a Abic.
Variação de preços por tipo de café: o café tradicional caiu 15,51% em abril ante abril do ano passado, com o quilo em torno de R$ 55,34. Entre as oito categorias monitoradas, apenas três registraram altas: cafés especiais (+16,9%), descafeinados (+21%) e café solúvel (+0,55%).
Perspectivas para 2026
Para este ano, o setor aposta em safra recorde, o que pode pressionar ainda mais a queda de preços ao consumidor. Pavel Cardoso, presidente da Abic, afirma que a safra de 2026 deve superar a de 2025 e possivelmente igualar ou superar o recorde de 2020.
Caso a projeção se confirme, a indústria espera manter preços mais estáveis e reduzir a volatilidade, refletindo em maior recuperação do consumo ao longo do ano. Cardoso destaca que o comportamento regular da safra favorecerá a transmissão de queda de preços para o varejo.
Produção prevista pela Conab
Nesta quinta-feira, 21, a Conab divulgou previsão de alta de 18% na produção de café em 2026, atingindo 66,7 milhões de sacas. Se confirmada, será a maior produção já registrada pela série histórica da instituição, superando em 5,74% a colheita de 2020.
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