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Descobrir petróleo no quintal: impactos legais e ambientais

ANP confirma petróleo em sítio no Ceará; recurso pertence à União e proprietários recebem de 0,5% a 1% da receita bruta

Petróleo — Foto: Pixabay
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  • A ANP confirmou que o agricultor Sidrônio Moreira encontrou petróleo no sítio dele em Tabuleiro do Norte, Ceará.
  • Segundo a Constituição, todo recurso mineral pertence à União; a exploração só pode ser feita pela União ou por empresas autorizadas.
  • A Lei do Petróleo prevê pagamento de participação aos proprietários das terras, entre 0,5% e 1% da receita bruta por poço, recolhido mensalmente.
  • Atualmente há dois mil quinhentos e cinquenta e três contratos regularizados de pagamentos a proprietários; nos dois primeiros meses de 2026, foram nearly R$ 24 milhões no total.
  • A ANP visitou o local em março de 2026, confirmou que é petróleo, e iniciará avaliação da área para estimar reservas e viabilidade de exploração, sem prazo definido.

O agricultor Sidrônio Moreira descobriu petróleo no sítio dele, em Tabuleiro do Norte (CE). A confirmação foi feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última semana.

Segundo a Constituição de 1988, recursos minerais pertencem à União, mesmo quando encontrados em terras privadas. Por isso, a extração é exclusiva de órgãos federais ou de empresas com concessão ou acordo de partilha.

A Lei do Petróleo prevê remuneração aos proprietários das terras exploradas, variando entre 0,5% e 1% da receita bruta por poço, conforme contrato. O pagamento é mensal aos proprietários.

Até fevereiro de 2026, a ANP registrava 2.553 contratos ativos de repasse a proprietários rurais. Nos dois primeiros meses do ano, foram pagos quase R$ 24 milhões, com média de cerca de R$ 4,7 mil por contrato.

Contexto legal e financeiro

A regularização envolve a União e empresas autorizadas, com participação variável dos proprietários conforme a área explorada. A verificação do volume e da viabilidade depende de estudos geológicos.

Caminho para a avaliação da área

Em novembro de 2024, a perfuração revelou líquido escuro. Em 2025, o IFCE de Tabuleiro do Norte orientou a família. A Ufersa analisou a amostra, comparando com petróleo do RN. A ANP confirmou a natureza do material em março de 2026.

Próximos passos da ANP

Agora, a ANP avaliará a área e o contexto geológico para entender o tamanho possível das reservas e a viabilidade econômica da exploração. Não há prazo definido para o encerramento desses estudos.

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