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Durigan: País precisa de produtividade e controle do gasto obrigatório

Durigan afirma que controlar gastos obrigatórios, com crescimento abaixo da arrecadação, abre espaço para investimentos e retomar superávits sem medidas traumáticas

Dario Durigan, ministro da Fazenda
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou à CNN Brasil que o país precisa controlar o crescimento dos gastos obrigatórios para abrir espaço a investimentos e elevar a produtividade da economia.
  • Durigan destacou que a despesa pública deve crescer em ritmo inferior ao da arrecadação e da economia para permitir o retorno de superávits primários sem medidas traumáticas.
  • Ele reconheceu a necessidade de rever indexações e tornar políticas sociais mais eficientes.
  • Também afirmou que exceções ao arcabouço fiscal não são positivas.

Durigan defende controle de gastos obrigatórios para ampliar investimentos. O ministro da Fazenda afirmou à CNN Brasil que é necessário conter o crescimento das despesas mandatórias para liberar recursos para investimentos e aumentar a produtividade da economia.

Segundo Durigan, o ritmo da despesa pública deve ficar abaixo do aumento da arrecadação e do crescimento econômico. Esse equilíbrio permitiria ao Brasil registrar superávits primários sem medidas consideradas traumáticas.

O ministro destacou a necessidade de revisar indexações de contratos e benefícios, com foco em tornar políticas sociais mais eficientes. Ele também citou que exceções ao arcabouço fiscal não seriam positivas para o equilíbrio das contas públicas.

Durigan enfatizou que a revisão estrutural é essencial para sustentar o crescimento econômico de forma sustentável. A ideia é manter disciplina fiscal enquanto se promovem ganhos de produtividade no longo prazo.

A entrevista ocorreu em um contexto de pressão por ajustes fiscais e maior eficiência do gasto público. O ministro sinalizou que mudanças estruturais devem ser acompanhadas de medidas de transparência e responsabilidade fiscal.

Durigan não detalhou medidas específicas, mas reiterou o objetivo de reduzir o espaço de manobra para gastos obrigatórios que não geram retorno econômico imediato. O objetivo é criar espaço para investimentos estratégicos.

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