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FGC usou liquidações de 2023 para quitar créditos do Master, diz presidente

Wake up call de dois mil e vinte e três: liquidações de Portocred e BRK obrigaram o FGC a redesenhar sistemas, pagar créditos a sessenta mil pessoas e migrar dados para a nuvem

Daniel Lima, CEO do FGC — Foto: Divulgação
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  • O presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou que a liquidação de Portocred e BRK em 2023 preparou o fundo para pagar créditos garantidos do Banco Master a 60 mil pessoas.
  • Foi necessário redesenhar sistemas, infraestrutura e enviar dados em nuvem, pois o pagamento não ocorreu de forma tranquila.
  • O FGC já havia passado por dois a três anos de ajustes para estar pronto e manter uma visão operacional da indústria.
  • Ao longo de trinta anos, foram 45 eventos de liquidação; o FGC é o único garantidor de depósitos que realiza transferências por aplicativo.
  • Lima defendeu mudanças no modelo do FGC para manter o mercado dinâmico, afirmando que as adaptações não têm caráter anticoncorrencial e são necessárias para a estabilidade do sistema.

O presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), Daniel Lima, afirmou que a liquidação de duas financeiras em 2023 serviu de lição para o fundo. O anúncio foi feito durante o 5º Congresso de Regulação e Concorrência no Mercado Financeiro, em Brasília.

Lima destacou que, no processo, 60 mil clientes tiveram recursos garantidos pelo FGC pagos. Ele disse que, apesar de testes esperarem uma conclusão tranquila, o desembolso não foi simples e exigiu ajustes operacionais.

O dirigente ressaltou que houve redesenho completo de sistemas e infraestrutura, com envio de dados em nuvem. O FGC já havia passado por dois ou três anos de mudanças para se preparar para pagamentos de grande escala.

Preparação para pagamentos futuros

Lima afirmou que o FGC estava pronto para efetuar pagamentos a milhões de pessoas após aquelas liquidações. O fundo já realiza transferências por meio de aplicativo, prática que, segundo ele, facilita a atuação.

O presidente do FGC destacou que o ciclo de liquidações soma 45 eventos em 30 anos. Além de pagar garantias, o fundo avalia operações de assistência a instituições associadas, conforme condições específicas para viabilidade econômica.

O tema da recuperação de empresas foi apresentado como complexo e em constante evolução. Mudanças no modelo do FGC, segundo Lima, devem permanecer em debate para acompanhar a indústria, sem que haja impactos anticoncorrenciais, desde que geridas ao longo do tempo.

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