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Golpe do falso gerente utiliza WhatsApp e ligações falsas

Golpistas simulam gerentes via WhatsApp e videochamada, induzindo compartilhamento de tela e senhas; bancos alertam sobre seguir apenas canais oficiais

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  • Golpistas se passam por gerentes de bancos e orientam a vítima via WhatsApp, videochamada ou link de conferência para obter acesso ao celular e realizar transações fora do perfil do cliente.
  • A abordagem é apresentada como atendimento bancário urgente, com alegação de invasão, Pix suspeito ou necessidade de atualização do aplicativo, pressionando a vítima a agir sem checar a origem.
  • Segundo a Febraban Tech, o golpe da falsa central ou funcionário de banco foi o segundo mais relatado no primeiro semestre de 2025, com 139 mil registros, alta de 195,7% em relação ao ano anterior.
  • O pior momento ocorre quando o golpe passa para videochamada, chamada pelo WhatsApp ou link de conferência, podendo levar à exposição de telas, espelhamento de tela ou autorização indevida de operações.
  • Banco do Brasil alerta que não há atendimento por videochamada para procedimentos de segurança; em casos de Pix, a rapidez no uso do MED é crucial para tentar bloqueio.

O golpe do falso gerente vem ganhando novas formas de atuação via WhatsApp, videochamadas e links de conferência. Criminosos criam perfis que imitam instituições financeiras, informam suposta movimentação suspeita e convencem a vítima a participar de uma chamada.

A tática envolve atendimento financeiro urgente. O golpista se apresenta como gerente, segurança ou atendente, utiliza número de protocolo e afirma haver invasão, Pix suspeito ou necessidade de atualização do aplicativo. A pressão reduz a checagem de contatos oficiais.

A Febraban alerta que fraudadores já se passam por funcionários de bancos para induzir clientes a revelar dados, senhas ou realizar transações. Bancos não solicitam senhas, dados financeiros nem autorizações para resolver problemas na conta.

Levantamento da Febraban Tech aponta que o golpe da falsa central ou falso funcionário foi o segundo mais relatado no 1º semestre de 2025, com 139 mil registros, alta de quase 196% frente ao mesmo período de 2024.

O estágio mais sensível ocorre quando a vítima recebe a chamada por WhatsApp, videochamada ou link. Em algumas ocorrências, a tela fica preta e a pessoa não responde, ganhando tempo para o golpe. Em outros casos, há espelhamento de tela.

Advogada especialista em fraudes, Elisângela B. Taborda, explica que o espelhamento pode expor aplicativos e senhas digitadas, mesmo que a vítima acredite estar em atendimento legítimo. O perigo aumenta quando o usuário perde controle do celular.

O Banco do Brasil também alerta sobre o golpe da videochamada, dizendo que bancos não orientam clientes por videochamadas para procedimentos de segurança. A instituição recomenda recusar esse tipo de contato e não filmar telas ou dados.

Ela ressalta que o uso de senha não comprova autorização da operação. Transações podem ocorrer sem anuência real do correntista se o aparelho foi comprometido na chamada fraudulenta, ou se a tela ficou exposta.

Para Padaria Taborda, a análise deve considerar sinais como novo acesso, mudanças de local, transferências rápidas, uso de limite e empréstimos atípicos. O comportamento da transação é tão relevante quanto a existência de senha.

Em golpes envolvendo Pix, o MED deve ser acionado imediatamente pelo canal oficial do banco. A rapidez pode ser decisiva para bloquear valores antes que avancem. Horas podem fazer diferença na recuperação.

Caso a vítima precise desenvolver a defesa, a especialista recomenda reunir conversas, chamadas, transações e comprovantes. O banco tem registros de acesso, localização e histórico de conta que ajudam a reconstruir a cronologia.

A orientação é simples: não compartilhar telas, não confirmar operações por canais não oficiais e desconsiderar orientações recebidas por contatos não confirmados pelos canais oficiais. A vigilância pode evitar danos financeiros significativos.

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