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Presidente do FGC afirma pessimismo com perspectivas do mercado financeiro

Presidente do FGC diz que o futuro do mercado é incerto e defende ajustes no fundo, com R$ 2,2 bilhões disponíveis para credores do Master, Will Bank e Pleno

O presidente do FGC participou do 5º Congresso da Associação Brasileira das Instituições de Pagamento (Abipag), no Hotel Royal Tulip - (crédito: Raphael Pati/CB/D.A Press)
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  • Daniel Lima, presidente do FGC, disse estar pessimista sobre o futuro do mercado financeiro, durante o 5º Congresso da Abipag em Brasília.
  • Ele afirmou que o mercado é dinâmico e que mudanças vão acompanhar essa dinâmica, o que dificulta uma regulação estável.
  • O FGC tem R$ 2,2 bilhões disponíveis para credores do Banco Master, Will Bank e Pleno, que estão sendo liquidados; desde o começo da crise, o fundo já pagou cerca de R$ 49 bilhões aos clientes.
  • Lima disse que ajustes no modelo do fundo devem ocorrer e são parte de uma discussão permanente, discordando da ideia de que mudanças geram anticoncorrência.
  • O presidente afirmou que o FGC não foi criado para sustentar a agenda de competição, mas atua para promover a saúde do mercado e a autovigilância entre os agentes, sem terceirizar essa responsabilidade.

O presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou estar pessimista sobre o futuro do mercado financeiro, em especial o ritmo de mudanças regulatórias. A ressalva saiu durante o 5º Congresso da Abipag, em Brasília, nesta quinta-feira (21/5), no Hotel Royal Tulip.

Lima participou do painel inicial. Ele contrapôs a visão otimista do BC sobre um mercado mais calmo, dizendo que a dinâmica atual tende a exigir ajustes regulatórios constantes. O cenário, segundo ele, não deve permanecer estável.

O FGC informou ter R$ 2,2 bilhões disponíveis para credores do Master, Will Bank e Pleno, instituições liquidadas no contexto de operações da PF e da Receita. Desde o início da crise, o fundo pagou cerca de R$ 49 bilhões aos clientes.

Ajustes no modelo do FGC

O presidente do FGC afirmou que mudanças no modelo devem ser discutidas de forma contínua para acompanhar a velocidade das mudanças do setor. Ele rejeitou a ideia de que ajustes criam efeitos anticoncorrenciais e destacou o papel do fundo na saúde do mercado.

Lima disse que o FGC não foi criado para sustentar uma agenda exclusiva de competição, mas que não pode ignorar seu impacto na concorrência. Afirmou que a instituição atua para promover disciplina de mercado e autovigilância.

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