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UE prevê menor crescimento na zona do euro e inflação mais alta

Comissão Europeia reduz crescimento da zona do euro para 0,9% em 2026 e eleva inflação para 3,0% neste ano, com choque energético pressionando custos e confiança

A Zona do Euro (ou área do euro) é o grupo de países membros da União Europeia (UE) que adotaram o euro (€) como moeda oficial. - (crédito: ALEXANDRE LALLEMAND/Unsplash
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  • A Comissão Europeia reduziu a projeção de crescimento da zona do euro para 0,9% em 2026 e 1,2% em 2027.
  • A inflação prevista é de 3,0% neste ano, frente a 2,1% no ano passado, acima dos 1,9% estimados em novembro.
  • O choque de preços de energia, causado pela guerra no Oriente Médio, elevou gás em 50% e petróleo em 65% entre 28 de fevereiro e 29 de abril.
  • A Alemanha teve o crescimento estimado reduzido a 0,6%, com França e Itália também revisadas para baixo; Espanha ganhou leve avanço.
  • O consumo permanece como motor do crescimento, mas a confiança do consumidor caiu; há um cenário alternativo de altas de commodities que manteria a inflação elevada e atrasaria a recuperação em 2027.

A União Europeia reduziu sua projeção de crescimento para a zona do euro e elevou sua estimativa de inflação para este ano, diante do choque de energia causado pelo conflito no Oriente Médio. A medida reflete impactos da interrupção no fornecimento global de energia.

Segundo o relatório semestral da Comissão Europeia, o crescimento da zona do euro deve ficar em 0,9% em 2026, abaixo dos 1,2% previstos em novembro. Para 2027, a projeção caiu de 1,4% para 1,2%.

A inflação no bloco de 21 países deve chegar a 3,0% neste ano, frente 2,1% de 2023 e 1,9% estimado em novembro. Em 2027, a alta de preços é prevista em 2,3%, acima dos 2,0% anteriores.

Como importadora líquida de energia, a região sofre com o choque no abastecimento provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Entre 28 de fevereiro e 29 de abril, gas preços subiram 50% e o petróleo, 65%.

A Comissão aponta que, apesar da previsão de recuo das commodities energéticas em 2027, o nível pode ficar cerca de 20% acima do observado antes da guerra, mantendo pressão sobre a inflação.

A projeção de 0,6% para a Alemanha representa metade do crescimento anterior, refletindo o peso do encarecimento da energia para o setor manufatureiro. França e Itália também tiveram revisões negativas, enquanto a Espanha teve leve alta.

A confiança do consumidor recuou para o menor nível em anos, com elevação de custos de energia nas contas domésticas e temores de inflação e desemprego. A demanda externa fraca também reduz as exportações.

Ainda assim, a Comissão mantém o consumo como principal motor do crescimento, destacando que diversificação de energia pode ajudar a absorver choques futuros e melhorar a resiliência.

Projeção por país

A Alemanha registra queda acentuada, para 0,6% em 2026, ajudando a puxar para baixo a média da zona do euro. França e Itália têm revisões negativas, com impactos distintos em seus setores. A Espanha apresenta leve ajuste positivo nas estimativas.

A Comissão Europeia afirma que a melhora econômica depende da arrefecimento das tensões de energia. Um cenário alternativo prevê preços de commodities acima do esperado, sem recuo da inflação ou recuperação fraca em 2027.

Fonte: Dow Jones Newswires. Conteúdo traduzido e revisado pela redação do Broadcast, serviço de notícias do Grupo Estado.

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