- Copasa informou a investidores que a privatização pode atuar como catalisador para governança, disciplina na alocação de capital e expansão de margens, com a operação podendo movimentar até R$ 10 bilhões.
- A terceira revisão tarifária elevou reajuste a 6,56% e passou a considerar incorporação anual de investimentos à base regulatória e reconhecimento de juros durante a construção, aumentando a previsibilidade de retornos.
- O processo envolve regionalização do saneamento em Minas Gerais e renovação da concessão de Belo Horizonte até 2073, além de aditivos contratuais já firmados por outros vinte e um municípios.
- Minas Gerais mantém espaço para expansão do saneamento, com cobertura de água superior a noventa e esgoto em torno de 80,4%; a universalização até 2033 deve sustentar novos investimentos.
- A estrutura pós-privatização prevê até 30% do capital para um investidor de referência, cerca de 64,6% em circulação no mercado, 5% para o Estado mais uma golden share; a oferta inicial envolve 171,1 milhões de ações, com possibilidade de chegar a aproximadamente R$ 10 bilhões.
A Copasa apresentou potencial de crescimento, ganhos regulatórios e melhora de eficiência em roadshow de privatização que pode movimentar até R$ 10 bilhões. A empresa disse que a privatização pode atuar como catalisador para governança, disciplina de capital e expansão de margens.
Entre os destaques, a terceira revisão tarifária elevou o reajuste para 6,56% e abriu caminho para incorporação anual de investimentos à base regulatória, além de reconhecer juros durante a construção de ativos. Tais mudanças visam maior previsibilidade e incentivo à expansão.
A estatal ressaltou a regionalização do saneamento em Minas Gerais e a renovação da concessão de Belo Horizonte até 2073, o que aumenta a visibilidade de fluxos de caixa de longo prazo. Outros 21 municípios já firmaram aditivos contratuais.
Estrutura societária
A modelagem apresentada prevê que o investidor de referência fique com até 30% do capital social, enquanto 64,6% das ações ficam na praça. O Estado de Minas Gerais manteria 5%, além da golden share com prerrogativas legais.
A oferta inicial envolve a venda de 171,1 milhões de ações detidas pelo governo mineiro, em operação estimada em cerca de R$ 9 bilhões. A fatia de até 30% para o investidor de referência pode representar ~R$ 6 bilhões.
Desdobramentos de mercado
Com a privatização, a Copasa espera sustentar a expansão dos investimentos e da base regulatória de ativos nos próximos anos. Minas Gerais permanece como palco para ampliação do saneamento e cobertura de esgoto, hoje em 80,4%. A meta regulatória é 90% até 2033.
O texto de apresentação aponta que, após a oferta, cerca de 30% do capital pode ficar com o investidor de referência, 15% para o mercado, e o restante ainda ao Estado, preservando prerrogativas via golden share.
Cronograma
Interessados em atuar como investidor de referência podem se inscrever de 21 a 25 de maio. O nome escolhido deve ser divulgado em 27 de maio. A oferta ao mercado começa em 28 de maio, com bookbuilding até 1º de junho. A precificação ocorre em 2 de junho e a liquidação em 8 de junho.
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