- Desenrola 2.0, no segmento de inadimplentes, renegociou R$ 10 bilhões em dívidas atrasadas e beneficiou mais de 1 milhão de pessoas, com renegociações ganhando ritmo conforme o prazo de 90 dias começa a valer desde maio.
- Governo ainda não definiu data para o Desenrola para quem mantém as prestações em dia; ministro da Fazenda adiou o lançamento para algum dia não definido de junho.
- Banco brasileiro enfrenta resistência para o programa de alívio a adimplentes; a ideia de repactuar dívidas sem atraso pode reduzir a rentabilidade das operações, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
- Presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que repactuar dívidas sem atraso fere a racionalidade econômica das operações e reduz a rentabilidade.
- No primeiro trimestre de 2026, a inadimplência na indústria bancária ficou em 5,5%; cerca de R$ 50 bilhões foram provisionados para devedores duvidosos pelos cinco maiores bancos, cujos lucros somaram R$ 30 bilhões.
Em duas semanas, o Desenrola 2.0, voltado ao atendimento a famílias, renegociou R$ 10 bilhões em dívidas atrasadas, beneficiando mais de um milhão de pessoas. As renegociações ganham velocidade com o prazo de 90 dias, fixado pelo governo, a partir de maio.
As informações foram confirmadas por Dario Durigan, ministro da Fazenda, e Rogério Ceron, secretário-executivo, em entrevista a jornalistas. Questionado sobre o Desenrola para quem mantém as parcelas em dia, Durigan não adiantou detalhes.
O ministro apontou que o desenho do programa para adimplentes ainda não está definido, e adiantou que o lançamento pode ocorrer em junho, em data não informada. A resposta sugeriu atraso na implementação dessa linha.
Desenrola para inadimplentes avança
A aceleração ocorre mesmo com críticas ao foco exclusivo em devedores em atraso, que pode criar incentivo para não pagar as parcelas no prazo. A ideia é reduzir riscos morais ao se combinar ações para inadimplentes com medidas para adimplentes.
Bancos sob pressão e resistência
A extensão do benefício aos que mantêm o nome limpo enfrenta resistência do setor bancário. A Febraban argumenta que repactuações sem atraso prejudicam a rentabilidade das operações, reduzindo ganhos com financiamentos.
Ponto de equilíbrio financeiro
No primeiro trimestre de 2026, a inadimplência da indústria bancária ficou em 5,5%. Os cinco maiores bancos provisionaram cerca de R$ 50 bilhões para devedores duvidosos, enquanto seus lucros somaram aproximadamente R$ 30 bilhões. As novas regras de provisionamento entraram em vigor em 2026, conforme diretrizes do Banco Central.
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