- A LaFinteca recebeu autorização do Banco Central do Brasil para operar no país como Instituição de Pagamento Emissora de Moeda Eletrônica (EMI).
- Dmytro Rukin, fundador da empresa, analisa os desafios para fintechs estrangeiras no Brasil, destacando a exigência regulatória e o planejamento robusto desde o início.
- O Banco Central tem aumentado as exigências e a fiscalização, levando fintechs a buscar caminhos indiretos, com menor autonomia.
- A LaFinteca optou por obter sua própria licença, o que exige tempo e investimento, mas confere maior controle operacional e segurança jurídica.
- O empresário aponta que, apesar do ambiente complexo, o Brasil é mercado estratégico e recompensa quem opera dentro das regras, com disciplina regulatória sendo diferencial competitivo.
Dmytro Rukin, fundador e CEO da LaFinteca, analisa os caminhos para operar no Brasil com uma fintech licenciada. Após obter autorização do Banco Central do Brasil, a empresa passa a atuar como Instituição de Pagamento Emissora de Moeda Eletrônica (EMI) no país. A LaFinteca tem escritórios em São Paulo e em Barcelona.
A autorização do BCB marca o fim de um caminho de maior rigor regulatório para a empresa. Rukin, em texto publicado na plataforma HackerNoon, explica que o Brasil impõe requisitos robustos desde o início das operações, o que exige planejamento e governança fortalecido.
No panorama regional, a América Latina é vista como mercado promissor, mas com particularidades relevantes para empresas estrangeiras. Entre os desafios, ele cita o nível de exigência regulatória que, segundo ele, tende a exigir estrutura sólida desde as primeiras etapas.
O Banco Central do Brasil passou a supervisionar com mais rigor instituições financeiras e de pagamento, elevando as exigências. Nos anos recentes, fintechs têm encontrado maior escrutínio regulatório, levando a ajustes de modelo de negócios.
Diante desse cenário, muitas empresas recorrem a caminhos indiretos, como parcerias com entidades licenciadas, o que acelera a entrada no mercado, porém reduz autonomia e aumenta exposição a mudanças regulatórias.
Em contrapartida, a LaFinteca optou pela licença própria no Brasil, o que demanda tempo e investimento, mas confere maior controle das operações e segurança jurídica para clientes e parceiros.
Rukin ressalta que o cronograma regulatório não acompanha a velocidade de expansão europeia. A construção da credibilidade no mercado depende de negociações com órgãos reguladores e de uma caminhada gradual com clientes locais.
Para o executivo, a disciplina regulatória deixou de ser apenas obrigação para se tornar diferencial competitivo. Fintechs que investem em governança e conformidade tendem a construir bases mais estáveis.
Apesar dos entraves, ele vê o Brasil como mercado estratégico. O ambiente é complexo, mas recompensa quem atua dentro das normas e com planejamento de longo prazo.
A leitura de Rukin aponta uma tendência: em ambiente com maior fiscalização, confiança institucional e capacidade de adaptação às regras podem decidir o sucesso das fintechs no Brasil.
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