- O dólar fechou em R$ 5,02, com alta de 0,55% no dia, mas queda de 0,74% na semana.
- O cenário externo de juros elevados por mais tempo nos EUA e a ausência de acordo entre EUA e Irã ajudaram a valorização da moeda.
- A alta veio após o petróleo ficar acima de US$ 100 e a pressão causada pela volatilidade no Oriente Médio.
- O Ibovespa fechou em 176.209 pontos, com queda de 0,81% no pregão e recuo de 6% no segundo trimestre.
- Entre as ações, bancos tiveram queda generalizada, exceto Banco do Brasil, que subiu 0,58%.
O dólar fechou em alta frente ao real, encerrando o pregão a 5,02 reais, com avanço de 0,55%. Apesar da valorização no dia, a moeda acumula queda de 0,74% na semana. O clima é de cautela no cenário global e doméstico.
Oérica de petróleo acima de 100 dólares e a leitura de indicadores dos EUA contribuíram para o movimento. O câmbio recebeu suporte ao avanço dos rendimentos dos títulos Treasuries, enquanto a ausência de acordo entre EUA e Irã sustenta a pressão internacional sobre ativos de risco.
No pregão, o Ibovespa fechou em baixa de 0,81%, aos 176.209 pontos, acumulando queda de 6% desde o início do segundo trimestre. Entre as maiores altas, apenas BBAS3 subiu, com 0,58%.
Influência externa
Conflitos no Oriente Médio e receios inflacionários contribuíram para o tom de cautela. Analistas destacam que a percepção de juros elevados por mais tempo nos EUA pesa sobre o câmbio e o humor do mercado brasileiro.
No lado doméstico, anúncios de novos estímulos ao crédito e a proximidade do calendário eleitoral ampliaram a cautela dos investidores. Apesar disso, o Ibovespa mostrou resiliência e permaneceu próximo da estabilidade ao longo da semana.
Visão de especialistas
Bruno Shahini, da Nomad, aponta que a mudança de sentimento do consumidor nos EUA e a inflação futura influenciam o ritmo da taxa de juros. Rafael Pastorello, do Sofisa, ressalta que fatores externos moldam o cenário local, com o petróleo e o risco global atuando como gatilhos.
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