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Ibovespa encerra 6ª semana em queda, maior série de perdas em 8 anos

Ibovespa fecha sexta semana no vermelho, maior série de perdas em oito anos, com petróleo acima de US$ 100 e tensões no Golfo influenciando o mercado

Ibovespa encerra 6ª semana seguida no vermelho, na maior série de perdas em 8 anos — Foto: Getty Images
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  • Ibovespa encerrou a sexta semana seguida no vermelho, a maior série de perdas desde maio de 2018, com queda acumulada de 11,2% desde o recorde de abril.
  • Na semana, o índice caiu 0,61% e fechou em 176 mil pontos; nesta sexta-feira houve recuo de 0,8%, e o mês registra baixa próxima de seis por cento. No ano, a carteira acumula alta de 9,36%.
  • O dólar à vista fechou a semana com queda de 0,77%, mas nesta sessão subiu para 5,03 reais, alta de 0,55%; o mês traz ganho de 1,54% e o ano, queda de 8,4%.
  • O Brent acima de US$ 100 por barril, com o Estreito de Ormuz fechado, ajudou a pressionar a economia global e impactou as perspectivas de juros, contribuindo para o cenário de aversão a risco.
  • O fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil recuou em maio, com o saldo líquido de ações passando de entrada de 56,5 bilhões neste ano para 44,8 bilhões; ações ligadas a tecnologia ganharam tração, enquanto o ciclo de alta de commodities perdeu força.

O Ibovespa encerrou a sexta semana seguida no vermelho, a maior série de perdas desde 2018, em meio a pressões por alta de juros, energia cara e incertezas geopolíticas. O recuo acumulado desde o pico histórico em abril chega a 11,2%. Hoje, o índice caiu 0,8%, fechando o período com queda de quase 6% no mês.

A semana foi marcada pela fraqueza de fluxos estrangeiros e pela percepção de que o choque de energia permanece mais intenso e mais duradouro do que analistas estimavam. O dólar, que encerrou a semana em queda, rompeu hoje a casa dos 5,03 reais, com alta de 0,55% na sessão.

Entre fatores que ajudaram a derrubar o desempenho, destacam-se o Brent acima de US$ 100 por barril há meses e a indefinição sobre juros nos EUA, que influencia as decisões globais. O saldo de investimentos estrangeiros no ano passou de entrada líquida de R$ 56,5 bilhões para R$ 44,8 bilhões em maio.

O giro financeiro do Ibovespa hoje ficou em R$ 15,2 bilhões, abaixo da média dos últimos 12 meses (R$ 18,2 bilhões). Mesmo com a sinalização de que houve avanço no diálogo sobre o Estreito de Ormuz, o mercado não reagiu majoritariamente de forma positiva.

À beira da virada

A semana trouxe o primeiro indício concreto desde o início do conflito de Ormuz de que o estreito pode abrir novamente. EUA e Irã apresentaram um rascunho de acordo preliminar para cessar-fogo e garantir a navegação, mas a reação externa foi contida.

A inversão de fluxo de capitais em maio favoreceu teses de tecnologia e países emergentes asiáticos, reduzindo a liquidez de ações no Brasil. O focus aponta para inflação mais alta e novas revisões de juros, elevando a percepção de que a Selic pode ficar em patamares elevados por mais tempo.

Com o petróleo ainda elevado, o mercado ajusta as expectativas de renda fixa e de juros. Enquanto parte do Ibovespa pode se beneficiar de menor prêmio de risco com um possível acordo, ações ligadas a petróleo perdem o equilíbrio, e o peso da Petrobras segue relevante no índice.

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