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Investidores estrangeiros reduzem exposição ao Brasil e freiam alta da bolsa

Fluxo estrangeiro recua e, em maio, saques somam R$ 11,4 bilhões, apontando fim do rali ante juros elevados e maior risco local

Ricardo Maluf, da Warren: parte importante do fluxo que veio para a AL tinha componente mais tático e, agora, há uma retomada do foco nos fundamentos — Foto: Nilani Goettems/Valor
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  • O dinheiro estrangeiro que aportava na bolsa brasileira recuou, freando o rali dos ativos no país.
  • Nos últimos trinta dias, o investidor não residente entrou na bolsa em apenas duas sessões, com valores quase simbólicos.
  • Em maio, os saques chegaram a R$ 11,4 bilhões, sinalizando possível teto ou reversão do movimento de alta.
  • Os motivos apontados incluem fluxo para IA, alta dos juros e maior risco local.
  • Segundo o analista Ricardo Maluf, parte do fluxo veio com perfil tático, e há retomada do foco nos fundamentos.

O dinheiro estrangeiro que injetou dinamismo no mercado de ações brasileiro até a primeira quinzena de abril recuou. Nos últimos 30 dias, o investidor não residente aportou na bolsa apenas em duas sessões, com entradas quase simbólicas. Em maio, os saques somam 11,4 bilhões de reais, o que sinaliza possível fim do rali.

A queda de fluxo ocorre em meio a juros elevados e a maior percepção de risco local. A força vendedora externa acompanha a percepção de maior atratividade de ativos de risco no exterior frente a cenários de inflação e política monetária mais rígidos.

Parte do movimento externo foi orquestrado por fatores táticos, segundo analista consultado. Hoje, há uma retomada do foco nos fundamentos, com investidores atentos a valorizações e a resultados corporativos nacionais.

Mudança de equilíbrio no ingresso de capitais

A leitura é de que o ingresso externo ganhou menos tração e fica mais sensível a variações de juros e de risco país. Dados acompanham o recuo de fluxos, com impacto na liquidez de ações e na percepção de risco para o mercado brasileiro.

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Investidores estrangeiros reduzem exposição ao Brasil e freiam alta da bolsa

Saques de estrangeiros freiam o rali, com saída de R$ 11,4 bilhões em maio, diante de juros elevados e fluxo competitivo para IA

Sede da B3 em São Paulo — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg
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  • O dinheiro estrangeiro que impulsionava a bolsa até a primeira quinzena de abril diminuiu, freando o rali no mercado de ações brasileiro.
  • O recuo foi puxado por fluxo para IA, alta dos juros e maior risco local.
  • Nos últimos 30 dias, o investidor não residente abriu aportes em apenas duas sessões, com montantes quase simbólicos.
  • Em maio, os saques somaram R$ 11,4 bilhões.
  • O movimento é visto como possível sinal de que o rali das ações brasileiras chegou ao fim.

O fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa brasileira recuou significativamente após a primeira quinzena de abril, sinalizando uma desaceleração do rali local. Dados recentes mostram que o investidor não residente ficou ausente em duas sessões nos últimos 30 dias, com entradas quase simbólicas.

Em maio, porém, os recursos de estrangeiros apresentaram saques expressivos, somando 11,4 bilhões de reais até o momento. O movimento apoia a leitura de que o apoio externo aos ativos brasileiros pode ter chegado ao limite.

O recuo ocorre em meio a fatores externos e internos: ganhos de juros nos Estados Unidos, maior atrito inflacionário e maior percepção de risco local. A combinação elevou o custo de oportunidade de investir no Brasil e tornou os títulos de risco mais atraentes no exterior para parte dos investidores.

Fatores que pesam sobre o fluxo externo

  • Espera por nova rodada de alta de juros no exterior elevou o custo de capital.
  • Atração de recursos para IA e setores tecnológicos fora do Brasil ganhou espaço.
  • Incertezas locais sobre inflação, eleições e políticas públicas aumentaram a percepção de risco.

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