- Lula afirmou que o fim da taxa federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais não causará prejuízo ao país.
- A medida, conhecida como a “taxa das blusinhas”, atingiu parcela da população que compra itens de baixo valor pela internet, segundo o presidente.
- O chefe do Planalto disse que o ex-ministro Fernando Haddad inicialmente considerou a taxação importante, mas depois viu que impactava consumidores de menor renda.
- Lula questionou o argumento de proteção ao varejo nacional, lembrando que grandes lojas também vendem produtos fabricados em países como China e Vietnã.
- O presidente citou que o Desenrola 2 é a segunda tentativa de enfrentar o endividamento, citando a necessidade de educação financeira e renegociação de dívidas para evitar consumo descontrolado.
Lula afirmou que o fim da taxa federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais não causará prejuízo ao país. O tema ficou conhecido como a chamada taxa das blusinhas, alvo de críticas pela população que compra itens de baixo valor pela internet.
Segundo o presidente, o fim da cobrança atinge uma parcela grande de consumidores de menor renda que recorrem a plataformas internacionais para adquirir produtos baratos. Ainda não há confirmação de impactos sobre a arrecadação, segundo avaliações do governo.
O governo também questiona o argumento de proteção ao varejo nacional. Lula apontou que grandes lojas atuam no Brasil com itens fabricados na China e no Vietnã, o que, para ele, enfraquece a crítica às compras internacionais de baixo valor feitas diretamente pelos consumidores.
Durante a fala, o vice-presidente Geraldo Alckmin mencionou que a esposa e a filha costumam fazer compras nessas plataformas, assim como a primeira-dama Janja. A prática é apresentada como exemplo de uso comum entre familiares de autoridades.
Endividamento das famílias
O presidente destacou que o governo avalia lançar uma campanha oficial de educação financeira para enfrentar o aumento do endividamento. A análise relaciona o uso de plataformas digitais com a facilidade de compras por meio de dispositivos móveis, o que pode dificultar o equilíbrio entre desejo, crédito disponível e pagamento.
Lula ressaltou que as pessoas têm direito de se endividar, mas precisam manter o teto da capacidade de pagamento. A tecnologia amplia a velocidade das compras, o que exige maior controle financeiro por parte dos consumidores.
Desenrola 2 e desafios de renegociação
O Desenrola 2 é apresentado como a segunda tentativa do governo para enfrentar o endividamento social. Em 2008, durante a crise financeira, o governo incentivou o consumo para evitar a paralisação do comércio. Hoje, o foco é criar instrumentos de renegociação e educação para evitar que o consumo facilitado pelas plataformas digitais gere perdas financeiras.
Entre na conversa da comunidade