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Custo da dívida do Brasil é mais alto que o de outros países

Custo da dívida brasileira é maior que o de outros países devido à taxa de juros elevada; estímulos geram inflação e pressionam juros

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  • Analista Lucinda Pinto afirma que o custo da dívida brasileira é maior do que em outros países por causa da taxa de juros elevada.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os juros praticados no Brasil não são “civilizados” e que não é apenas o gasto público que explica as altas.
  • Medidas de estímulo somaram entre 150 bilhões e 200 bilhões de reais neste ano, com impacto estimado de 1,4 ponto percentual no PIB, segundo a XP.
  • Segundo Lucinda, o aumento de crescimento e consumo geram inflação, o que alimenta a elevação dos juros, criando uma espécie de bola de neve para a dívida.
  • O debate também envolve a autonomia do Banco Central e a necessidade de fortalecimento institucional e tecnológico do órgão.

Na entrevista ao Hora H, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os juros no Brasil não são civilizados e que o custo da dívida está elevado. A análise de Lucinda Pinto, analista de Economia da CNN, indica que esse custo supera o de outros países.

Durigan sustenta que a alta taxa de juros tem várias causas e não pode ser atribuída apenas ao gasto público. Ele afirma que há uma visão simplista entre economistas opositores de que maior gasto eleva o juro, o que, segundo ele, não é verdade.

Lucinda Pinto aponta que o ministro evita ao less abordar o efeito dos gastos adicionais na inflação e, por consequência, nas taxas de juros. Medidas de estímulo somaram entre 150 e 200 bilhões de reais neste ano, com impacto estimado em 1,4 ponto percentual no PIB, segundo a XP.

Fatores adicionais e efeitos na dívida

A analista explica que inflação decorrente de crescimento, consumo e estímulo eleva o custo da dívida ao rolar o financiamento público, gerando uma espécie de efeito de bola de neve.

Ela reforça que o custo relativo da dívida brasileira é maior do que o observado em outros países, o que contraria a alegação de que apenas emergentes ou desenvolvidos têm contas elevadas. A comparação foca na taxa de juros brasileira.

Autonomia do Banco Central e tecnologia

Durigan defende a autonomia do Banco Central, mas aponta ressalvas a um texto de uma PEC na CCJ. A conversa também tratou da necessidade de fortalecimento institucional do BC, diante de deficiências em mão de obra e investimentos tecnológicos.

Lucinda destaca que o BC precisa de recursos para fiscalizar um sistema financeiro cada vez mais ágil, destacando a importância de ferramentas como inteligência artificial. A analista aponta que esse fortalecimento é urgente.

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