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Fim da taxa das blusinhas torna mercado injusto para Riachuelo e Renner

Fim da taxa das blusinhas amplia vantagem de importados e pode pressionar margens, levando varejistas nacionais a cortes de empregos diante da concorrência chinesa

Com fim da taxa das blusinhas, grandes varejistas brasileiras cogitam ajustes em estratégia de vendas e até corte de empregos para enfrentar concorrência chinesa
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  • Grandes varejistas brasileiras, como Riachuelo e Renner, estudam ajustar estratégias de venda após o fim da taxa de importação para remessas de até US$ cinquenta, conhecida como taxa das blusinhas.
  • Sem a taxa, produtos nacionais podem enfrentar maior carga tributária que os importados, o que pode levar a corte de empregos e queda de margens; executivos citam necessidade de reajustar custos para manter lucratividade.
  • O governo zerou a alíquota de importação para compras internacionais de até US$ cinquenta, mantendo o ICMS. A medida reduzidas no custo relativo entre itens nacionais e importados via remessa direta.
  • O setor aponta impactos na geração de empregos: o Instituto para Desenvolvimento do Varejo informou que cerca de 107 mil empregos foram criados no primeiro ano com a regulamentação Remessa Conforme.
  • Especialistas dizem que varejo de menor porte sofrerá mais; margens de produtos até US$ cinquenta devem cair para competir com importados, afetando competitividade e empregos indiretos.

Duas das maiores redes de varejo do Brasil estudam ajustar estratégias de venda após o fim da taxa de importação para remessas de até US$ 50. A medida, anunciada pelo governo, pode ampliar a competição com plataformas chinesas.

A Riachuelo, controlada pelo Grupo Guararapes, avalia aumentar importações para reduzir custos e competir no mesmo modelo de negócios das plataformas asiáticas. A empresa afirma que, sem a taxa, a carga tributária efetiva de itens nacionais fica significativamente superior à de importados via remessa.

A Renner também aponta impactos na competitividade da indústria nacional e na geração de empregos. Executivos destacam que a nova configuração beneficia importações diretas, elevando o desequilíbrio tributário entre empresas locais e estrangeiras.

O que mudou

Foi zerada a alíquota de importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida deixa apenas o ICMS incidente na operação, variando conforme o estado, reduzindo a vantagem das peças nacionais diante das remessas externas.

Segundo dados oficiais, a cobrança anterior elevava a carga total de tributos de itens fabricados no Brasil para acima de 30% a 45%, quando considerados encargos trabalhistas. Já importados via remessa, o custo tributário fica próximo de 20%.

Reação do setor

O setor vê risco de queda de margens e possíveis demissões caso a competição permaneça desigual. Analistas de mercado estimam menor lucratividade para marcas nacionais em itens de até US$ 50, com cenário de maior pressão de preços vinda de importados.

Especialistas destacam que encargos trabalhistas brasileiros elevam o custo de produção nacional, enquanto concorrentes em outros países contam com regimes diferentes. A expectativa é de ajuste de margens para manter competitividade.

Perspectivas e empregos

Estudos indicam que, no primeiro ano, a ampliação de compras via remessas pode ter ajudado a criar empregos no varejo. No entanto, há preocupação com o efeito de longo prazo sobre empregos no Brasil caso a assimetria tributária persista.

Executivos ressaltam que a competição precisa considerar impactos na indústria local e na cadeia produtiva. A discussão inclui até possibilidades de ajustes salariais e de quadro de funcionários para manter equilíbrio entre preço e oferta.

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