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Queda no consumo de álcool impacta indústria de bebidas

Queda no consumo de álcool despenca valor de mercado de cervejarias e destilarias, acelerando investimentos em bebidas sem álcool e cortes de custos

Tendência global de queda na demanda por álcool, medida pelo consumo per capita em volume, começou há uma década, segundo a OMS
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  • Entre 2019 e 2025, o consumo de álcool por porções caiu 2% ao ano, segundo a IWSR, considerando 21 países e o varejo duty-free, o que representa cerca de 75% do mercado mundial.
  • A cerveja tem desempenho fraco; RTDs ganham espaço, elevando o consumo por volume em 2025; a China registra queda acentuada de 6% nas porções, e a França teve recuo de 3%.
  • Motivos incluem maior preocupação com a saúde, inflação e o uso de GLP-1; a Organização Mundial da Saúde afirma que não há nível seguro de consumo de álcool.
  • O setor passou por queda de valor: a capitalização de mercado das maiores empresas caiu 48% desde o pico de junho de 2021, apagando cerca de US$ 850 bilhões; várias companhias marcaram insolvências.
  • Para enfrentar o cenário, empresas cortam custos e buscam diversificação: cortes de pessoal na Heineken e Brown-Forman, pausa na produção da destilaria da Jim Beam, e foco crescente em bebidas sem álcool e RTDs.

A queda no consumo de bebidas alcoólicas está impactando cervejarias e destilarias globais, derrubando o valor de mercado de grandes grupos e acelerando estratégias de diversificação. A tendência é respaldada por dados de pesquisas de mercado que apontam redução no volume consumido desde 2019, com efeito acumulado até 2025.

Segundo a IWSR, o consumo por porções caiu 2% ao ano entre 2019 e 2025 em 21 países e no varejo duty-free, levando em conta cerveja, vinho, destilados, cidra e RTDs. A pandemia trouxe um pico temporário, mas a recuperação não ocorreu de forma sustentável.

A Organização Mundial da Saúde destaca que a tendência de queda já é observável há mais de uma década. Em 2025, a demanda permanece abaixo de patamares pré-pandemia, com variações entre mercados desenvolvidos e emergentes. A mudança de hábitos também é influenciada por questões econômicas.

Onde a queda é mais intensa e quem sofre

A queda é mais acentuada na China, onde o recuo chegou a 6% entre 2019 e 2025. Em razão de políticas contra o consumo excessivo entre funcionários públicos, fabricantes de baijiu registraram perdas significativas. A Sichuan Swellfun reportou receita 2025 caindo 42%.

A França também registrou queda de 3%, com efeitos em mercados de alta renda na América do Norte e na Europa. Mercados emergentes passam por impactos distintos, com África do Sul e partes da América Latina mantendo perspectivas positivas em determinadas áreas urbanas.

Como o setor está respondendo

Cortes de custos abrangem grandes players. Heineken planeja reduzir 7% da força de trabalho global em dois anos, enquanto Brown-Forman anuncia corte de 12% no quadro global. A produção em uma importante destilaria de Jim Beam foi pausada por um ano.

Mudanças de liderança são parte do ajuste: executivos de destaque deixaram cargos na Heineken, Constellation Brands e Diageo. Novos comandantes foram indicados para reposicionar estratégias em mercados-chave.

Caminhos para o futuro

Fabricantes ampliam portfólios com opções de baixo teor alcoólico ou sem álcool, buscando manter participação de mercado. Cidras, hard seltzers e bebidas sem álcool ganham espaço ao lado de bebidas tradicionais.

A diversificação também envolve aquisições e novidades para atender consumidores que reduzem o consumo ou optam por ocasiões especiais. As empresas avaliam mercados com maior penetração de marca e crescimento populacional.

A indústria permanece em avaliação de impactos, com investidores acompanhando resultados trimestrais, ajustes de custos e estratégias de portfólio para enfrentar a nova realidade de consumo. Dados são consolidaddos pela Bloomberg com base em pesquisas do setor e relatórios de empresas.

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