- EUA e Rússia são os maiores beneficiários do choque do petróleo, com os EUA exportando mais petróleo, diesel e outros combustíveis, e a Rússia recebendo mais pela venda de petróleo devido aos preços altos e a flexibilização de sanções.
- O Golfo Pérsico é o região mais impactada, com redução de produção e exportações em alguns países; Saudi Arabiá e Emirados Árabes Unidos se saíram relativamente bem por terem oleodutos que contornam o estreito.
- A Arábia Saudita viu receita aumentar em cerca de US$ 9,2 bilhões, mesmo com queda de exportações.
- Países vizinhos sem controle sobre o estreito, como Iraque, Kuwait e Qatar, foram mais atingidos pela interrupção das rotas de exportação.
- A avaliação usa dados da S&P Global Energy Commodities at Sea e da Argus Media, analisando exportações marítimas entre 28 de fevereiro e 8 de maio de 2026.
A guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã alterou o equilíbrio do petróleo e provocou a maior crise energética já registrada. O mundo enfrenta queda na produção e elevação de preços, com impactos diferentes conforme a região e a capacidade de redirecionar fluxos.
Enquanto o custo da energia sobe, países fora do Golfo Pérsico registram lucros maiores pela elevação dos preços de venda ao redor do mundo. A análise do The New York Times, com dados de S&P Global e Argus, aponta variações entre produtores e rotas de exportação.
Nos Estados Unidos, o país figura como maior produtor de petróleo e gás. Exportações de petróleo, diesel e outros combustíveis aumentaram, ajudando a atenuar parte da retração mundial. O efeito não indica um boom econômico generalizado no território.
A Rússia também é beneficiária ao obter preços mais altos pelo petróleo. A suspensão parcial de sanções sobre o petróleo russo, em março, impulsionou a receita de exportação, mesmo com limitações impostas pela Ucrânia.
Golfo Pérsico
Para o Golfo Pérsico, a situação é desigual. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, com rotas alternativas, registram queda de exportações, mas incremento de receita de cerca de US$ 9,2 bilhões, graças a preços mais altos. O Irã também se beneficia inicialmente, mas sofre com bloqueios adicionais.
Países como Iraque, Kuwait e Qatar enfrentam maiores dificuldades por dependerem do estreito de Hormuz para exportar. A falta de vias alternativas torna o cenário mais sensível para esses mercados.
Autoridades de alguns países do Golfo avaliam ampliar oleodutos que contornem o estreito. O custo seria elevado e o prazo longo, sugerindo que o controle do Hormuz continuará influente no curto prazo.
Metodologia
O New York Times utilizou dados semanais de exportação de petróleo bruto e derivados da S&P Global Energy Commodities at Sea. As receitas foram estimadas com preços da Argus Media, considerando Brent e Urals. A análise abrange 28 de fevereiro a 8 de maio de 2026, comparando com 2025.
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