- Turbi convocou titulares da debênture da 12ª emissão para assembleia em 1º de junho, para buscar dispensa do vencimento antecipado após não pagamento de juros vencidos em 26 de abril.
- A 12ª emissão, CDI mais 8% ao ano, tinha saldo de R$ 34,8 milhões no fim de março. A empresa não comentou fora do horário comercial.
- No 1º trimestre de 2026, a Turbi registrou prejuízo líquido de R$ 19,5 milhões, com despesa financeira de R$ 48,4 milhões e caixa de R$ 18,9 milhões; a dívida bruta soma R$ 837,6 milhões.
- A KPMG incluiu ênfase de incerteza quanto à continuidade operacional no relatório, enquanto a administração afirmou que recursos da venda de veículos e geração de caixa devem sustentar amortizações.
- Em abril, a empresa informou descumprimento de covenants em outros contratos; em março aprovou dispensa para a 7ª emissão e, anteriormente, captou até R$ 265 milhões na 13ª emissão com garantia real, já com R$ 85 milhões integralizados, para compra de veículos.
A Turbi, startup de aluguel de carros por hora, convocou assembleia com debenturistas da 12ª emissão para aprovar a conversão das debêntures em ações. A reunião está marcada para 1º de junho, conforme edital registrado na CVM na sexta-feira (22).
Segundo a companhia, a conversão é um mecanismo previsto desde a estruturação da operação e não representa uma renegociação forçada. A Turbi afirma que a proposta já havia sido discutida com acionistas e debenturistas e foi coordenada com outros credores da empresa.
A 12ª emissão é composta por debêntures conversíveis em ações, sem garantia real, com remuneração equivalente ao CDI mais 8% ao ano. De acordo com a Turbi, a operação deve reduzir o passivo financeiro, fortalecer o patrimônio líquido e diminuir despesas financeiras, com impacto positivo no resultado líquido.
Dados do 1T26
No primeiro trimestre de 2026, a Turbi registrou receita líquida de R$ 90,2 milhões, alta de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA consolidado foi de R$ 33,2 milhões, crescimento de 77%.
A margem EBITDA RAC avançou 10 pontos percentuais, para 61%. A frota da empresa cresceu 33% no trimestre, enquanto a taxa de utilização aumentou 2,6 pontos percentuais em relação ao período anterior.
Em nota, a Turbi afirmou que a convocação da assembleia reforça sua política de transparência e faz parte do trabalho para manter a companhia como boa pagadora e adimplente.
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