- Kevin Hassett afirmou que um acordo entre EUA e Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz, aumentando o fluxo de petróleo.
- Com isso, haveria queda nos preços de energia e, por consequência, possibilidade de a inflação recuar, abrindo espaço para o Fed reduzir os juros.
- Trump e Marco Rubio comentaram sobre a proximidade de um desfecho; Hassett destacou sinais de cautela no mercado.
- Segundo assessor de Trump, há petróleo represado e capacidade de produção pronta, principalmente na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos; se houver acordo, os estreitos seriam abertos.
- A queda de preços de energia poderia levar a inflação negativa, dando espaço para o Fed agir; Hassett também comentou a posse de Kevin Warsh como presidente do Fed, ressaltando independência e tomada de decisão baseada em dados.
O conselho econômico da Casa Branca avalia que um acordo entre Estados Unidos e Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz, facilitar o fluxo de petróleo e reduzir a inflação, abrindo espaço para o Fed cortar juros. A avaliação foi feita por Kevin Hassett em entrevista à Fox News, no programa Sunday Morning Futures, em 13 de novembro de 2025.
Hassett destacou sinais de cautela no mercado, com compradores evitando aquisições de petróleo à vista diante da possibilidade de queda dos preços. Ele não antecipou anúncio oficial, mas mencionou que o presidente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, discutiram publicamente a proximidade de um desfecho.
Segundo o assessor, há petróleo represado na região e capacidade adicional de produção pronta para entrar em operação, especialmente na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. A expectativa é de que, com a normalização, o petróleo volte a fluir pelo estreito.
O assessor ressaltou que, no início da crise, previa-se que o barril poderia superar US$ 150 se o estreito fosse fechado, mas a cotação ficou abaixo de US$ 100. Ele comentou que a combinação de queda de energia poderia gerar inflação negativa, abrindo espaço para o Fed agir.
Apesar do potencial ajuste na política monetária, Hassett deixou claro que a energia não é a única força em jogo. Outros fatores, como desregulação, alimentos, avanço da IA e investimentos, também influenciam a inflação, que continua pressionada apesar das oscilações no setor energético.
Novo presidente do Fed
Hassett comentou ainda a posse de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, sucedendo Jerome Powell. Ressaltou a experiência de Warsh, lembrando que, em 2008, ele foi o mais jovem governador da instituição, e afirmou que Trump espera atuação independente baseada em dados.
O assessor elogiou a aposta de um comando autônomo e técnico do Fed, destacando a importância de que as decisões monetárias continuem guiadas por evidências. As declarações reforçam o tom de cautela e análise de cenários para a política econômica.
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