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Bancões perdem R$ 80 bi na B3 após balanços indicarem crédito restrito

Bancos de varejo perdem R$ 80 bilhões em valor de mercado na B3 após balanços, queda de 9,7% ante 6,6% do Ibovespa e maior provisão para calotes

Investidores reagiram com cautela aos sinais cada vez mais evidentes de piora no ciclo de crédito
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  • Bancos de varejo listados na B3 perderam cerca de R$ 80 bilhões em valor de mercado entre 29 de abril e 22 de maio, após os balanços do primeiro trimestre.
  • O recuo no período foi de 9,7%, ante queda de 6,6% do Ibovespa no mesmo intervalo.
  • As provisões para calotes chegaram a quase R$ 45 bilhões nos três primeiros meses, pressionando o lucro agregado para R$ 26,3 bilhões.
  • Banco do Brasil caiu 7% (R$ 9,1 bilhões) em valor de mercado, com a inadimplência no agronegócio em 6,22% em março; Santander Brasil caiu 7,6% (R$ 8,3 bilhões) e RoE ficou em 16%.
  • Bradesco caiu 9% (R$ 18,1 bilhões) e Itaú caiu 9,4% (R$ 44,9 bilhões) no período, refletindo pressões sobre a rentabilidade e o ritmo de transformação.

O valor de mercado dos quatro principais bancos de varejo listados na B3 caiu cerca de R$ 80 bilhões após os resultados do primeiro trimestre. Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil apresentaram queda de aproximadamente 9,7% no período, frente a uma retração de 6,6% do Ibovespa.

Segundo levantamento da Broadcast, o recorte considera a variação entre 29 de abril, dia de divulgação dos balanços, e a última sessão de negociação, na sexta-feira recente. A reação ocorreu diante de sinais de piora no ciclo de crédito e incertezas sobre o cenário macro.

As provisões para calotes passaram a quase R$ 45 bilhões nos três primeiros meses do ano, alta de 33% ante o mesmo intervalo de 2023. A medida contribuiu para redução do lucro agregado do grupo, que ficou em R$ 26,3 bilhões.

O Banco do Brasil registrou queda de 7% no valor de mercado desde o início da temporada de balanços, equivalente a cerca de R$ 9,1 bilhões. A instituição apontou piora na inadimplência do agronegócio, que atingiu 6,22% em março, além de sinais de deterioração na carteira de pessoa física, especialmente em cartões.

O Santander Brasil elevou sinais de deterioração da qualidade de ativos. A operação brasileira não conseguiu manter a rentabilidade pretendida, com RoE caindo 1,5 ponto percentual e fechamento do trimestre em 16%. O valor de mercado caiu around R$ 8,3 bilhões, ou 7,6%.

O Bradesco seguiu sob pressão, mesmo mantendo avanços de lucro pelo nono trimestre. O mercado, porém, reagiu com cautela ao ritmo de transformação estratégica iniciado em 2024, com queda de cerca de 9% no valor de mercado em menos de um mês.

O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, apresentou recuo de 9,4% no valor de mercado no período analisado, correspondendo a aproximadamente R$ 44,9 bilhões. Analistas destacam que o desempenho elevado eleva as expectativas do mercado para manter a rentabilidade.

Especialistas indicam que o cenário de crédito apertado e as expectativas about a trajetória de juros influenciam as avaliações. A cautela do investidor permaneceu diante de incertezas geopolíticas e do impacto esperado sobre crédito e inadimplência.

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