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Venda da Marc Jacobs pela LVMH marca início da era da liquidação de luxo

Venda da Marc Jacobs pela LVMH inicia era de liquidação de luxo, com foco em ativos periféricos e maior concentração nos grandes êxitos

Durante seu auge, a marca Marc Jacobs teve cerca de 250 lojas. (Foto: Bloomberg)
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  • A LVMH vende a marca Marc Jacobs para WHP Global e G-III Apparel Group por cerca de US$ 1 bilhão; a LVMH detém 80% das ações da marca.
  • A operação marca o fim de uma era para o grupo, iniciando o que a coluna chama de “liquidação de luxo” para focar ativos mais relevantes.
  • Historicamente, Marc Jacobs impulsionou a Louis Vuitton até 2013; a marca já teve cerca de 250 lojas e incluiu a linha Marc by Marc Jacobs, encerrada em 2015.
  • Atualmente, a linha de beleza da marca continua sob licença e será relançada pela Coty; Jacobs permanecerá como diretor criativo.
  • O movimento ocorre em um contexto de desaceleração do luxo, com outros grupos também promovendo desinvestimentos e foco no portfólio core.

A LVMH vendeu a marca Marc Jacobs para a WHP Global, licenciada pela G-III Apparel Group, por aproximadamente US$ 1 bilhão. A operação encerra uma fase iniciada em 1997, quando Marc Jacobs passou a dirigir a criação da Louis Vuitton.

A marca Marc Jacobs, na qual a LVMH detém 80% desde o início, viveu seu auge com centenas de lojas e licenças de beleza. Nos últimos anos, a linha premium passou por reformulações e reestruturações, incluindo o fim da linha Marc by Marc Jacobs.

O negócio sinaliza o início de uma “liquidação” de ativos de luxo, com grandes marcas priorizando ativos centrais. Em meio à desaceleração do setor, grupos buscam foco em itens de maior performance de venda.

O que aconteceu

A venda envolve a Marc Jacobs como ativo periférico para o portfólio da LVMH, que manterá a operação criativa da marca, com Marc Jacobs mantendo o cargo de diretor criativo. A empresa de licenciamento assumirá a gestão comercial.

Contexto corporativo

A operação ocorre num momento de ajustes no setor de luxo, com concorrentes também promovendo desinvestimentos de marcas consideradas não estratégicas. A Coty ficará responsável pelo relançamento da linha de beleza sob licença da Marc Jacobs.

Impactos e desdobramentos

Para Bernard Arnault, presidente do grupo, o desinvestimento pode facilitar realocações de capital sem alterar significativamente o fluxo de caixa, já que a LVMH teve uma posição de caixa elevada no último exercício.

Cenário do setor

A tendência de reestruturação ocorre em paralelo a movimentos de outros grupos, como Richemont e Kering, que também estão redesenhando portfólios diante da desaceleração econômica. O objetivo é manter a competitividade e o crescimento sustentável.

Olhando adiante

Especialistas apontam que o setor pode seguir com cortes estratégicos, privilegiando marcas com maior penetração de mercado. A Marc Jacobs, sob nova gestão, deverá manter o papel criativo de Jacobs, ao mesmo tempo em que explora novas oportunidades de licenciamento.

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