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Acordo EUA-Irã pode abrir espaço para Fed cortar juros, diz Hassett

Acordo entre Estados Unidos e Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz, reduzindo preços de energia e abrindo espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve

Assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, na Casa Branca, em Washington
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  • Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, afirmou que acordo entre EUA e Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz, facilitando o trânsito de petróleo.
  • A abertura do estreito, segundo ele, poderia provocar queda nos preços de energia e ajudar a aliviar a inflação, abrindo espaço para o Fed reduzir juros.
  • Em entrevista à Fox News, Hassett disse que a Casa Branca já identifica sinais de cautela no mercado, com compradores evitando aquisições de petróleo à vista.
  • Hassett citou que Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, já falaram sobre a proximidade de um desfecho, enquanto o presidente disse, nas redes, que as negociações com Teerã avançavam de forma ordenada e construtiva.
  • O dirigente apontou que, mesmo com energia cedendo, a energia não é o único fator da inflação; com a queda do petróleo, poderia surgir inflação negativa e maior espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve.

Acordo entre EUA e Irã pode abrir espaço para queda de juros, afirma Hassett. O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca disse que a reabertura do Estreito de Ormuz poderia reduzir preços de energia e ajudar a frear a inflação, abrindo caminho para cortes na taxa do Fed.

Hassett mencionou, em entrevista à Fox News, sinais de cautela no mercado, com compradores evitando novas compras de petróleo à vista à espera de nova rodada de queda nos preços. Ele não sinalizou anúncio, mas mencionou vocação para desfecho próximo.

Trump e o secretário de Estado discutiram publicamente a proximidade de um acordo com Teerã, segundo o assessor da Casa Branca. O presidente brasileiro havia afirmado que as negociações avançavam de forma ordenada e construtiva, em rede social.

Dados citados na entrevista apontam que o petróleo está próximo a US$ 100, enquanto a gasolina e o diesel vivem pressões de custo. Houve referência a volume represado na região e a capacidade adicional de produção, especialmente na Arábia Saudita e nos Emirados.

Hassett enfatizou que, se houver acordo, os estreitos serão reabertos e o petróleo voltará a fluir, o que pode aquecer a oferta no curto prazo. Ele citou a possibilidade de inflação negativa decorrente da queda de energia.

Para o cenário, o dirigente reconheceu que a energia é um fator relevante na inflação, mas não o único. Desregulamentação, medidas para reduzir preços de alimentos, avanços da IA e maior investimento atuam na direção oposta à pressão de preços.

Segundo Hassett, o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, tem apresentado pouca oscilação recentemente. Com energia em queda, ele prevê espaço para o Fed agir e reduzir os juros caso o mercado se ajuste.

As declarações ocorrem em meio à posse de Kevin Warsh como presidente do Fed, sucedendo Jerome Powell. Hassett elogiou a trajetória do novo líder, destacando a busca por atuação independente baseada em dados.

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