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Capacidade de computação para IA será comprada e vendida na Wall Street

Contratos futuros sobre o uso de unidades de processamento gráfico (GPUs) na Bolsa de Chicago podem tornar a IA mais cara para pequenos desenvolvedores

El consejo delegado de Nvidia, Jensen Huang, interviene en una ponencia en San José (California) el 18 de marzo de 2025.
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  • A Bolsa de Chicago vai lançar contratos futuros sobre o preço de uso de GPUs, permitindo fixar o valor antes da entrega.
  • O aluguel de GPUs, especialmente a H100, subiu mais de 30% nos últimos seis meses, passando de cerca de 2,6 dólares por hora.
  • Pequenos desenvolvedores sofrem com os aumentos, já que não conseguem descontos por volume como grandes empresas; casos citados incluem Stamp AI e Renaiss AI.
  • Há dúvidas sobre a eficácia dos futuros: podem aumentar transparência, mas há risco de obsolescência tecnológica e de privilegiar grandes investidores.
  • O tema insere-se em um histórico de tentativas similares no mercado, como contratos de fibra óptica da Enron, e ainda precisa encontrar demanda estável.

A Bolsa de Chicago anunciou o lançamento de contratos futuros sobre o preço de GPUs usadas no treinamento de IA. O produto permite que compradores e vendedores fixem o preço antes da entrega, uma prática comum em commodities, mas inédita para chips de IA.

Os contratos serão baseados num índice de preços da Silicon Data, que reflete a demanda por GPUs como a H100. A GPU líder do mercado já acumula alta de mais de 30% no último semestre, segundo o índice, elevando custos para desenvolvedores de IA.

Empresas de IA enfrentam pressões crescentes de preço e disponibilidade. Pequenos desenvolvedores, sem poder de negociação, são mais vulneráveis a variações, enquanto gigantes como OpenAI conseguem descontos por volume ou contratos de longo prazo.

Entre os casos citados está a Renaiss AI, firma espanhola com sede em Madrid, que passou a reduzir capacidade de processamento no último ano devido aos custos. Stamp AI, de Madrid, também relatou queda de previsibilidade e saturação de fornecedores.

As aquisições via aluguel de GPUs costumam ser a solução para muitos projetos, já que a aquisição direta é proibitiva para várias empresas. No entanto, o uso de futuros pode trazer maior transparência, mas envolve riscos de obsolescência tecnológica.

Riscos e perspectivas

Analistas ressaltam que contratos de futuros podem padronizar preços, mas podem deixar empresas presas a tecnologia antiga se aparecer um chip mais barato e potente. Especialistas lembram ainda que a demanda pode manter preços altos mesmo com ou sem futuros.

Alguns investidores veem potencial de liquidez e proteção contra altas repentinas de preço, enquanto outros alertam que o mercado de IA ainda vive incertezas sobre valorização e necessidade de maior capacidade. O tema divide opiniões entre setores.

O movimento em Wall Street acompanha experiências anteriores com futuros ligados a tecnologias. Em Enron, na década de 1990, contratos de fibra óptica falharam; críticos destacam que mudanças rápidas na IA podem tornar contratos obsoletos rapidamente.

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