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Dia da Indústria: setor mira recuperação da participação no PIB

Dia da Indústria aponta inflexão: queda da participação no PIB e necessidade de políticas de longo prazo para reindustrialização

Envato/Divulgação / DINO
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  • Dia da Indústria, celebrado em 25 de maio, destaca o setor como inflexão; participação da indústria no PIB é de 23,4%.
  • Participação da indústria de transformação no PIB caiu de 36% em 1985 para 11% em 2021.
  • Aços importados cresceram: 3,3 milhões de toneladas foram importadas em 2024, com mais da metade vindo da China; participação de importações em aços planos está no nível mais alto dos últimos dez anos.
  • Siderúrgias brasileiras operam com 35% de capacidade ociosa; há potencial para produzir mais 17 milhões de toneladas de aço, volume superior às importações.
  • A reindustrialização depende de reduzir o Custo Brasil, defesa comercial e políticas de longo prazo, como crédito produtivo, inovação e descarbonização.

Celebrado em 25 de maio, o Dia Nacional da Indústria reforça uma inflexão no setor. Dados da CNI apontam a participação da indústria no PIB em 23,4%, indicando recuo de cerca de 4 pontos percentuais em quinze anos. O movimento sugere desindustrialização no longo prazo.

A despeito dos sinais de retração, a indústria de transformação continua sendo motor de empregos qualificados, geração de valor agregado e tecnologia. Especialistas destacam que o setor enfrenta juros elevados, entraves regulatórios e competição externa com subsídios, o que dificulta a recuperação da participação econômica.

Aço como termômetro

As importações de aço no Brasil cresceram de 2,3 milhões de toneladas em 2017 para quase 6 milhões em 2024. No segmento de aços planos, a participação de importações alcançou níveis altos, ainda que as vendas domésticas tenham mostrado recuperação em 2026. Em 2024, o país importou 3,3 milhões de toneladas, com a China respondendo por mais da metade.

A indústria nacional enfrenta alta ociosidade: as siderúrgicas têm 35% de capacidade ociosa. O Instituto Aço Brasil estima que as empresas poderiam fabricar mais 17 milhões de toneladas, volume próximo a três vezes o que é hoje importado. O cenário reforça a percepção de competição desigual.

Custo Brasil e a perda de competitividade

Estimativas da CNI indicam que o Custo Brasil acrescenta cerca de R$ 1,7 trilhão ao ano em custos de produção, devido a tributação, infraestrutura, logística e insumos. Paralelamente, importadores se beneficiam de políticas de suporte em seus países, ampliando o desafio para a indústria local.

Especialistas defendem uma coalizão de ações para a reindustrialização, combinando defesa comercial, redução de custos internos, crédito produtivo e inovação. Enfrentar a concorrência externa e melhorar competitividade requer medidas de médio a longo prazo.

Caminhos da reindustrialização

Para avançar, o setor aponta defesa comercial reforçada, modernização tributária, estímulo ao crédito produtivo, investimentos em tecnologia e descarbonização. A ideia é atrair investimentos, manter empregos qualificados e ampliar a formação de talentos no país, sem comprometer a competitividade.

Programas de apoio, com articulação entre governo, indústria e academia, visam aproveitar ativos como matriz elétrica limpa e gás natural do pré-sal. A velocidade de implementação e a escala de resposta são apontadas como essenciais para acompanhar o ritmo do desafio industrial.

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