- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil pretende atrair investimentos em minerais críticos, em vez de exportar commodity bruta, por meio do Eco Invest.
- Empresas estrangeiras são bem-vindas, desde que respeitem a soberania do Brasil e a propriedade dos minerais pelo povo brasileiro; o Japão demonstrou interesse em parcerias.
- A Câmara dos Deputados aprovou um marco de minerais críticos para oferecer segurança jurídica aos investimentos, em linha com o Eco Invest.
- O objetivo é adensar a cadeia produtiva e aumentar a produção de itens de maior valor agregado, não apenas exportar matérias-primas.
- O Eco Invest é um programa de Estado com recursos para dez anos, apoiando pesquisa, empreendedorismo de base tecnológica, startups e escalonamento de tecnologias, com maior competição nos leilões, incluindo bancos que vão além do mínimo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em evento sobre o programa Eco Invest que o Brasil não quer exportar apenas commodities brutas de minerais críticos, e sim atrair investimentos que valorizem a cadeia produtiva. A visão é aproveitar as reservas nacionais para fomentar indústria e empregos, mantendo a soberania sobre os recursos.
Durigan destacou que há interesse internacional em parcerias com o Brasil, desde que respeitem critérios de soberania e beneficiem o país. Como exemplo, citou contatos recentes com a ministra das Finanças do Japão, enfatizando que empresas japonesas podem investir no Brasil, gerando empregos e conectando universidades a projetos locais.
O ministro apontou que a Câmara dos Deputados aprovou um marco regulatório para minerais críticos, proporcionando segurança jurídica aos investimentos conectados ao Eco Invest. Essa estrutura visa adensar a cadeia produtiva e aproximar o Brasil de modelos bem-sucedidos, como o da China, no setor.
Marco regulatório e impactos econômicos
O programa Eco Invest foi apresentado como estratégia de Estado, com recursos comprometidos por até dez anos para pesquisa básica, empreendedorismo de base tecnológica e apoio a startups. A ideia é permitir que o setor privado se organize para avançar em tecnologias e industrialização de minerais.
O Ministério do Meio Ambiente enfatizou que o leilão do Eco Invest busca estimular a produção de itens de maior valor agregado, com foco em processar e industrializar os minerais, em vez de apenas exportar matéria-prima. Essa orientação reforça a criação de produtos com maior valor no Brasil.
Ceron, representante do governo, ressaltou que o Eco Invest não é um leilão isolado, mas um programa com previsibilidade de políticas públicas. A iniciativa destina recursos aos próximos dez anos para pesquisa, inovação e escalonamento de tecnologias, favorecendo a atuação de entes privados.
Durigan indicou ainda que o governo pretende estimular a competição em leilões, buscando lances que vão além do mínimo exigido. A meta é aumentar a eficiência dos recursos públicos e aprimorar os mecanismos de captação de investimentos para o setor.
Entre na conversa da comunidade