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Guerra e El Niño pressionam novo corte na Selic

Copom avalia eventual corte da Selic diante da guerra no Oriente Médio e do El Niño; inflação projetada para 2026 fica em 5,04%, reunião ocorre entre 16 e 17 de junho

Imagem colorida do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
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  • Copom acompanha os efeitos da guerra no Oriente Médio e do El Niño para decidir sobre possível corte na Selic; próxima reunião é entre 16 e 17 de junho.
  • As projeções do Focus indicam inflação de 2026 em 5,04%.
  • Na última reunião, a Selic foi reduzida de 14,75% para 14,5%.
  • O Focus projeta Selic de 13,25% ao fim deste ano; para chegar a esse patamar, cortes de 0,25 p.p. em cinco reuniões seriam necessários.
  • O Relatório de Estabilidade Financeira aponta que a liquidação do Banco Master não gerou riscos ao sistema financeiro, mantendo o sistema financeiro estável e com boa liquidez.

O Copom do Banco Central acompanha os efeitos da guerra no Oriente Médio e do El Niño para decidir sobre uma possível redução da Selic, a taxa básica de juros. A pauta é avaliar até que ponto esses choques influenciam a inflação e as projeções econômicas.

Segundo o BC, a avaliação é entender se as revisões inflacionárias decorrem apenas de choques de oferta ligados a petróleo e clima, ou se há efeitos mais amplos. A ideia é separar fatores de oferta de eventuais riscos de demanda.

O mercado projeta alta recente da inflação para 2026, segundo o Boletim Focus, o que influencia a decisão sobre cortes. A próxima reunião do Copom ocorre em 16 e 17 de junho, quando o colegiado pode ajustar a trajetória da Selic.

A Selic já foi reduzida de 14,75% para 14,5% na última decisão, realizada em 28 e 29 de abril. O Focus aponta Selic ao fim deste ano em 13,25%, implicando cortes distribuídos ao longo de 2026.

  • Estabilidade financeira

O Relatório de Estabilidade Financeira do BC, referente ao segundo semestre de 2025, aborda o impacto da liquidação extrajudicial do Banco Master. A instituição foi liquidada em 18 de novembro de 2025 após investigação de venda de títulos falsos.

O BC afirma que a liquidação não gerou riscos sistêmicos ao SFN. Clientes ressarcidos direcionaram recursos a instituições de maior porte, conforme o esperado em resoluções bancárias.

O documento ressalta que o sistema financeiro manteve capitalização, liquidez e provisões adequadas. A rentabilidade do SFN permaneceu estável, com boa capacidade de gerar lucros e reforçar o capital.

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