Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Inflação e PIB do Brasil e EUA marcam semana e movimentam mercados

Mercado digere segunda estimativa do PIB dos EUA e IPCA-15 do Brasil, monitorando inflação, desemprego e trajetória da Selic

Semana tem dados da inflação e do desemprego no Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • IBGE divulga o IPCA-15 de maio na quarta, com leitura que pode influenciar expectativas de juros diante da inflação em 12 meses acima da meta.
  • A Pnad Contínua também sai na quarta, com desemprego em mínimas e mercado de trabalho estável segundo projeções.
  • Na quinta, o Índice de Preços ao Produtor (abril) mostra se a pressão de custos, puxada pelo petróleo, persiste.
  • Nos EUA, sai a segunda estimativa do PIB do 1º trimestre de 2026, com crescimento de 2,0% na leitura inicial e ajustes por consumo, estoques e investimentos.
  • Ainda nos EUA, o PCE de abril é a última leitura da inflação antes do FOMC de junho, com núcleo acima de 3% e caminho para cortes de juros ainda incerto.

O mercado financeiro acompanha uma semana com dados de inflação, PIB e emprego no Brasil e nos Estados Unidos. O IBGE divulga o IPCA-15 de maio na quarta-feira, enquanto a PNAD Contínua deve confirmar desemprego próximo de mínimas históricas. No mesmo dia, o Banco Central monitora as expectativas de inflação e juros diante das leituras de preços ao produtor e de serviços.

A agenda brasileira ainda traz o PIB do 1º trimestre, com divulgação prevista para sexta-feira, além do Caged de abril, que deve detalhar a performance do mercado de trabalho após 228 mil vagas criadas em março. Nos EUA, o mercado observa a segunda estimativa do PIB do 1º trimestre, o índice de preços PCE de abril, e prepara-se para o encontro do FOMC em junho, que pode sinalizar diretrizes da política monetária.

IPCA-15 de maio e PNAD Contínua no radar

O IPCA-15 de maio será divulgado na quarta. A prévia da inflação oficial vem sendo acompanhada de perto, com 12 meses acima do centro da meta de 3% e pressão persistente sobre alimentos e serviços. Em abril, houve alta de 0,89%, elevando o acumulado de 12 meses para 4,37%.

Projeções para 2026 já indicam pressão maior sobre a inflação, com a mediana do Focus subindo para 4,92%. Essa evolução alimenta expectativas de juros mais elevados no curto prazo, conforme avaliações de instituições financeiras.

A PNAD Contínua, também divulgada na quarta, deve apontar desemprego estável ou com leve alta frente aos patamares de 2025, quando a taxa ficou em cerca de 5%. O mercado de trabalho brasileiro apresentou recordes de ocupação no 4º trimestre de 2025, mas sinais de desaceleração da atividade podem influenciar o quadro neste ano.

Dados de produção, PIB dos EUA e inflação

Na quinta-feira, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de abril será divulgado, servindo como termômetro de custos que podem impactar o IPCA no Brasil e o nível de inflação ao consumidor. Em março, o IPP teve alta relevante, puxada por petróleo e alimentos, ainda que o índice 12 meses tenha ficado negativo.

O mesmo dia traz a segunda estimativa do PIB dos EUA referente ao 1º trimestre de 2026. A leitura inicial mostrou avanço de 2,0% na taxa anualizada, abaixo das previsões de mercado, que ficavam entre 2,2% e 2,3%. A revisão tende a ajustar a leitura sobre consumo, estoques e investimentos, destacando a contribuição de itens não recorrentes.

A leitura do PCE de abril, índice de inflação preferido pelo Fed, também sai na quinta. O PCE cheio avançou 3,5% em 12 meses em março, com o núcleo em 3,2%. O dado é relevante por influenciar decisões sobre cortes de juros no FOMC, cuja próxima reunião ocorre em 16 e 17 de junho.

PIB brasileiro do 1º trimestre e Caged de abril

Na sexta, o IBGE divulga o PIB do 1º trimestre de 2026. A prévia pelo IBC-BR apontou alta de 1,3% ante o 4º trimestre de 2025, sinalizando retomada após a estagnação recente. O consenso aponta crescimento anual entre 4,5% e 5%, com serviços mantendo o motor da expansão.

Também na sexta, o Ministério do Trabalho e Emprego apresenta o Caged de abril. Em março, o saldo foi de 228 mil vagas líquidas, acima do esperado por analistas. A leitura de abril deve indicar se esse ritmo persiste, com expectativa de abertura entre 180 mil e 230 mil vagas, sustentado principalmente por serviços e comércio.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais