- A pesquisa BTG/Nexus mostra queda da avaliação econômica negativa para 48% entre abril e maio, e avanço de dois pontos percentuais na percepção de economia ótima ou boa.
- A percepção sobre a situação financeira pessoal também melhorou: ótimo ou bom passou de 31% para 34%, enquanto ruim ou péssimo caiu de 22% para 20%.
- A aprovação do governo chegou a 73%, associada a medidas populares como o Desenrola, a discussão sobre a escala 6×1 e a retirada da “taxa das blusinhas”; metade dos entrevistados disse ter feito compras internacionais nos últimos 12 meses.
- Corrupção, saúde e segurança seguem entre as maiores preocupações, com desemprego, inflação e impostos aparecendo mais abaixo na lista de temas.
- No âmbito político, Lula tem 40% de intenções de voto no primeiro turno, 47% contra 43% no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
A pesquisa BTG/Nexus apontou melhora na avaliação econômica do governo no período de abril a maio. A percepção de economia ruim ou péssima caiu para 48%, e a parcela que vê a economia como ótima ou boa subiu dois pontos. No âmbito financeiro pessoal, 34% classificam o momento como ótimo ou bom, ante 31% previamente. Já 20% enxergam situação ruim ou péssima, contra 22%.
A sondagem destaca adesão a medidas populares como o Desenrola, a discussão sobre a escala 6×1 e a retirada da chamada taxa das blusinhas, que teve aprovação de 73% entre os respondentes. Mesmo com sinais positivos, corrupção, saúde e segurança continuam entre as maiores preocupações, com desemprego, inflação e impostos aparecendo menos.
Perfil e leitura dos números
A economista Laura Pacheco avalia que o governo construiu uma estratégia eficaz ao priorizar pautas de alto apelo popular. Segundo ela, há foco em ações que gerem impactos imediatos na renda, no emprego e na qualidade de vida, especialmente entre grandes contingentes da população.
Ela aponta que o presidente Lula está atento ao eleitorado mais amplo ao alinhar decisões com efeitos diretos no orçamento familiar. A leitura é de que medidas relacionadas à escala 6×1, ao Imposto de Renda e a programas sociais fortalecem a percepção pública por impactarem itens sensibles no orçamento das famílias.
Percepção de voto e aspectos fiscais
O levantamento mostra Lula com 40% de intenções de voto no primeiro turno, frente 35% de Flávio Bolsonaro. Em cenários de segundo turno, Lula aparece com 47% contra 43% do adversário. Especialistas veem o efeito de vazamento de áudio sobre o desempenho, mas apontam que números ainda não são robustos o suficiente para indicar tendência definitiva.
A economista ressalta que a sustentação fiscal dessas melhorias depende de fiscalização mais rígida e de maior controle sobre a aplicação de recursos públicos. Ela considera a necessidade de monitoramento eficiente do destino do dinheiro e dos impactos reais dos programas no médio prazo.
Riscos à manutenção da performance
Segundo a especialista, a melhoria de percepção pode não se sustentar se a inflação continuar corroendo o poder de compra. Embora haja sinais de crescimento e consumo, o efeito pode diminuir sem controle de gastos públicos e sem avanços em fatores estruturais da economia.
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