- A Abal afirma que o Brasil já tem capacidade de escala para garrafas de alumínio, com infraestrutura de reciclagem consolidada, indicando validação de mercado.
- Em 2024, o Brasil ficou em nono lugar na produção mundial de alumínio (1,1 milhão de toneladas) e as embalagens responderam por 32,5% dessa participação.
- A taxa de reciclagem de latas de alumínio para bebidas atingiu 97,3% em 2024, o que sustenta a viabilidade doenvase em alumínio.
- A Ambev lançou garrafas de alumínio colecionáveis das marcas Budweiser e Corona em edições especiais, para ampliar ocasiões de consumo; volumes não foram divulgados.
- A Heineken fez um teste com garrafas de alumínio para a Fórmula 1 em São Paulo, rendendo cerca de 300 mil unidades, com o vidro ainda sendo considerado material estratégico pelo grupo.
Ambev e Heineken passaram a explorar embalagens de alumínio para cerveja, em linhas que vão além do vidro tradicional. A tendência aparece tanto em edições especiais quanto em ações de teste de mercado, com foco na circularidade e na reciclagem.
Segundo a Associação Brasileira de Alumínio, o Brasil já tem capacidade de escala para garrafas de alumínio, apoiada pela infraestrutura de produção e pela alta taxa de reciclagem. Em 2024, o país produziu 1,1 milhão de toneladas de alumínio, com 32,5% destinado a embalagens.
A Ambev lançou garrafas de alumínio colecionáveis para Budweiser e Corona, em ocasiões especiais associadas à Copa do Mundo e ao festival Todo Mundo no Rio. As embalagens destacam a capacidade de manter a bebida gelada e serem 100% recicláveis.
A Corona, em edição anterior de 2024, voltou a lançar garrafas de alumínio em promoção ligada ao evento Todo Mundo no Rio, enfatizando reciclabilidade e retenção de frio. A empresa não informou números de unidades nem planos de permanência da embalagem.
Na prática, as ações da Ambev são classificadas como edições especiais para ampliar ocasiões de consumo. A empresa afirma que os projetos não representam mudança permanente nas linhas, mas sim experiências para o público.
A Heineken realizou um teste em 2025 com garrafas de alumínio para a marca de água Mamba e para uma edição de cerveja na cidade de São Paulo, em parceria com a Fórmula 1. A iniciativa visa aprendizado sobre viabilidade operacional e impacto ambiental.
Para as cervejas, o grupo mantém o vidro como material estratégico, destacando reciclabilidade e versatilidade. A diretora de Sustentabilidade do Grupo Heineken ressalta que a substituição não está em foco, mas a valorização da cadeia de reciclagem.
A presidente da Abal reforça que o movimento de cervejarias sinaliza validação de mercado para embalagens de alumínio. Ela aponta a taxa de reciclagem de latas no Brasil, acima de 96%, como indicativo de viabilidade para um uso mais amplo.
Ainda segundo a Abal, o alumínio já é dominante em latas, e a transição para garrafas pode ampliar a participação do material no cenário cervejeiro, especialmente sob a ótica de sustentabilidade e infraestrutura de reciclagem existente no país.
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