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Vitalik afirma que Fundação Ethereum venderá menos ETH e rejeita mediocridade

Buterin afirma que a Fundação Ethereum reduzirá a venda de ETH, priorizando longevidade e CROPS para resistência à censura, abertura e segurança

Vitalik Buterin durante o evento ETH Latam, em São Paulo (Foto: Saori Honorato/Portal do Bitcoin)
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  • Vitalik Buterin afirmou que a Fundação Ethereum terá uma postura mais enxuta nos próximos anos, reduzindo a venda de ETH e priorizando a longevidade em vez da expansão, com foco no que chamou de CROPS (resistência à censura, resistência à captura, abertura, privacidade e segurança).
  • A fundação possui cerca de 0,16% de todo o ETH em circulação, bem aquém do que têm fundações de outras blockchains.
  • A ideia é usar recursos remanescentes para sustentar a longevidade, concentrando esforços em atividades críticas para o Ethereum ser resistente, aberto, privado e seguro.
  • Buterin informou que aproximadamente 90% de seu patrimônio pessoal está alocado em ETH; o restante, cerca de US$ 40 milhões em ativos on‑chain, vão para projetos de biotecnologia, software e hardware de código aberto.
  • A influência de Buterin na Fundação deve diminuir conforme o conselho for ampliado; ele disse que a fundação é apenas um nó com propósito definido, não o centro do Ethereum, e que não quer centralização.
  • Em relação à escalabilidade, ele disse que perseguir velocidade máxima a qualquer custo seria um erro e que priorizar desempenho sem manter descentralização levaria à mediocridade.

Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, informou neste domingo (24) que a Fundação Ethereum será mais enxuta nos próximos anos. A ideia é reduzir a venda de ETH e concentrar esforços na estratégia CROPS, que envolve resistência à censura, resistência à captura, abertura, privacidade e segurança.

A Fundação diz que adotará uma linha de atuação centrada na longevidade em vez de expansão. Atualmente, a organização possui cerca de 0,16% de ETH em circulação, bem abaixo do que outras fundações de blockchains controlam, que variam entre 10% e 50%.

Buterin deixou clara a nova direção: os recursos remanescentes serão usados para atividades críticas à resistência, abertura e segurança do Ethereum. Segundo ele, isso implica vender menos ETH e priorizar ações que fortalecem o ecossistema.

O cofundador também revelou que aproximadamente 90% de seu patrimônio pessoal está em ETH. O restante, entendido como cerca de US$ 40 milhões em ativos on-chain, está destinado a projetos de biotecnologia, software e hardware de código aberto.

Buterin afirmou que sua influência dentro da Fundação tende a diminuir conforme o conselho se amplia. Mesmo assim, ele afirma não possuir poderes especiais dentro da organização.

Para ele, a Fundação não é o centro do Ethereum, mas sim um nó com propósito definido, ao lado de outros nós. Embora muita gente desejasse uma posição central para a fundação, ele disse que a instituição tomará medidas para evitar esse papel.

Sobre escalabilidade, o criador prega equilíbrio: velocidade extrema a todo custo compromete a descentralização. Se o Ethereum priorizar apenas desempenho, ele pode perder a qualidade do ecossistema.

Em vez disso, o foco será reforçar os pilares do CROPS, incluindo avanços em segurança e confiabilidade. Buterin mencionou o potencial da inteligência artificial para ajudar na verificação de códigos e na redução de falhas no protocolo.

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