- Agropecuária Grande Lago, em Jussara, Goiás, alcançou a quarta certificação consecutiva em bem-estar único, protocolo da MSD Saúde Animal.
- A MSD aponta crescimento nacional das certificações: 12 unidades em 2024, 50 em 2025 e expectativa de 100 propriedades em 2026.
- A fazenda integra gestão de pessoas, infraestrutura, sanidade, rastreabilidade e manejo dentro de uma estratégia operacional única.
- O confinamento da Grande Lago tem capacidade para 85 mil animais, com potencial de abate de 180 mil cabeças por ano, e busca melhoria contínua de produtividade e retenção de mão de obra.
- A liderança ressalta que a mudança cultural em direção ao bem-estar animal, associada a eficiência produtiva, tem sido o principal impacto do projeto.
A Agropecuária Grande Lago, localizada em Jussara, no noroeste de Goiás, recebeu pela quarta vez consecutiva a certificação de bem-estar animal da MSD Saúde Animal. A propriedade integra o Grupo CDM e a Plena Alimentos e já havia sido pioneira no Brasil ao alcançar o padrão ouro da metodologia, que avalia a interdependência entre animais, pessoas e ambiente.
A certificação reforça a transformação da fazenda em modelo de gestão integrada, indo além do manejo do gado. O protocolo avalia rastreabilidade sanitária, uso de água, armazenamento de medicamentos e condições de trabalho, com mais de 170 critérios vinculados aos pilares animal, humano e ambiental.
Situada em uma área superior a 100 hectares, a Grande Lago possui um confinamento de bovinos com capacidade estática para 85 mil animais e potencial de abate de 180 mil cabeças por ano. A estrutura inclui vias asfaltadas, biodigestores, lagos de decantação e sistemas de controle hídrico, além de armazenamento climatizado de medicamentos.
Contexto e impactos da certificação
O programa de bem-estar, criado pela MSD Saúde Animal, tem ganhado rápido impulso no Brasil. Em 2024 foram certficadas 12 novas unidades, em 2025 o total chegou a 50, e a expectativa para este ano é atingir 100 propriedades certificadas, envolvendo bovinos, suínos e aves. A Grande Lago serviu como referência para outras fazendas interessadas em aderir ao modelo.
A auditoria é considerada pesada e abrangente, avaliando desde a gestão financeira até práticas de alimentação, ergonomia e segurança do trabalho. O gerente-geral de Operações da fazenda, Júnior Caetano, destaca que a certificação validou uma cultura já presente na empresa, que já operava com padrões alinhados ao protocolo antes da certificação formal.
A implementação também envolve aspectos de infraestrutura voltados aos colaboradores. A fazenda pratica escalas de trabalho 5×2 e 6×3, oferece alojamentos climatizados e programas de participação nos lucros, buscando reduzir a rotatividade de mão de obra qualificada em operações afastadas dos grandes centros urbanos.
Perspectivas e produção
Segundo Antony Luenenberg, coordenador técnico de Bem-Estar Animal na MSD Saúde Animal, o bem-estar é visto como elemento que aumenta a produtividade e a eficiência. A experiência da Grande Lago reforça a ideia de que práticas de manejo com baixo estresse podem melhorar os índices zootécnicos.
No aspecto produtivo, a empresa registra desempenho de cerca de 23 arrobas de carcaça por animal abatido, acima de boa parte do mercado que oscila entre 16 e 18 arrobas. A diretoria do Grupo CDM sinaliza planos de ampliar certificações internacionais e manter o foco na cultura corporativa como motor do desempenho.
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