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BRB entregará carta de intenções ao Banco Central

BRB entrega carta de intenções ao BC prometendo 3 bilhões com venda de carteira, mas risco de liquidação persiste se o capital não for reenquadrado

Sede do banco BRB, em Brasília
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  • O BRB conseguiu mais R$ 1,3 bilhão para cumprir compromissos de curto prazo, mas busca evitar a liquidação pelo Banco Central até a sexta-feira (29), prazo para apresentar saída definitiva de capitalização.
  • O plano é entregar ao BC uma carta de intenções reforçada com a promessa de R$ 3 bilhões a serem pagos pela Quadra na compra da carteira adquirida do Master, dinheiro que ainda não entrou no caixa.
  • Nesta segunda, foi anunciada a venda de cotas da securitização da dívida distrital no valor de R$ 1,3 bilhão, mas esse recurso não reequilibra o capital próprio exigido pelo BC.
  • A única opção restante para o BRB é um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos, já que o Distrito Federal não pode obter garantias da União ou de fundos de participações devido à Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • A governadora Celina Leão acionou o STF para obter dispensa das exigências da LRF, alegando que a classificação Capag aponta para melhoria do crédito e que resultados do plano de contenção devem ocorrer até setembro.

O BRB (Banco de Brasília) busca evitar a liquidação apresentando uma carta de intenções ao Banco Central. A proposta envolve reforçar o caixa com recursos não ainda disponíveis, em meio a pagamentos de curto prazo.

O plano prevê a entrega de uma carta reforçada com a promessa de R$ 3 bilhões vindos da Quadra, ligados à compra da carteira adquirida do Master. O dinheiro, porém, ainda não entrou no caixa do BRB.

Nesta segunda-feira, foi anunciada a venda de cotas da securitização da dívida distrital no valor de R$ 1,3 bilhão. O montante não modifica o requisito de capital próprio exigido pelo BC.

A janela de tempo para uma solução interna se fecha. O governo do DF não dispõe de recursos próprios para o reenquadramento sem aprovação de lei, o que não ocorreu até o momento.

A partir de agora, o BRB passa a contar com a possibilidade de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito para cumprir o compromisso. O uso do FGC depende de garantias que o Tesouro não autoriza.

O Distrito Federal não pode recorrer a garantias da União ou de fundos de participações, o que impede a obtenção do empréstimo com o FGC sob as regras vigentes. Celina Leão busca atuação no STF.

Nesta terça, a governadora reuniu-se com o ministro do STF Luiz Fux para discutir a liberação de garantias. Celina citou a Capag como entrave à obtenção de crédito, com classificação atual Capag C.

Ela destaca que a situação depende de uma melhora na avaliação de risco do Tesouro e projeta reversão até setembro, com base nos resultados esperados do plano de contenção de gastos. A tensão permanece conforme o BC pressiona pela capitalização.

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