- Entidades produtivas pediram ao presidente do Senado que a PEC que acaba com a escala 6×1 seja debatida apenas após as eleições de outubro.
- O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, disse que a proposta está fora da realidade brasileira e foi tratada como bandeira política.
- O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, afirmou que a mudança pode provocar aumento de preços entre 6% e 8% na indústria e criticou o período de transição de 14 meses.
- O encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contou com representantes da CNI, Fiesp e Abimaq.
- As entidades defendem adiar a votação e aguardam estudos técnicos, cobrando serenidade na condução do tema pelo Senado.
Na tarde de ontem, entidades produtivas pediram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que a votação da PEC que encerra a jornada 6×1 seja adiada até após as eleições de outubro. O pedido ocorreu em Brasília, após reunião com representantes de indsústria.
Os representantes destacaram que o tema tem sido usado como bandeira eleitoral por parte do governo federal e por parlamentares, segundo relatos apresentados. A Câmara deve votar a proposta ainda nesta semana, seguindo para análise no Senado.
Entre as entidades presentes estavam a Confederação Nacional da Indústria, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. O encontro ocorreu após críticas ao processo de costura do texto entre governo e Câmara.
Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a PEC está desalinhada com a realidade brasileira e foi elaborada de forma irresponsável, sem ouvir o setor. Skaf defendeu que mudanças na escala de trabalho sejam definidas por negociação entre empresas e trabalhadores, considerando a diversidade de setores no país.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, estima que a mudança pode provocar aumento de preços entre 6% e 8% na indústria, com efeitos já a partir de 60 a 90 dias após a promulgação, e questionou a viabilidade de um período de transição de 14 meses para pequenos e médios empresários.
Alcolumbre ouviu as preocupações das entidades e reconheceu a complexidade do tema, segundo relatos. Não houve detalhamento público sobre um possível acolhimento do adiamento, mas foi citado o entendimento de que a discussão deve ocorrer com serenidade e sem pressa.
Impacto econômico potencial
A avaliação das entidades aponta para impactos diretos nos preços e na competitividade industrial, caso a proposta siga conforme o texto atual, com mudanças graduais ao longo de meses apenas após as eleições. As críticas se concentram no ritmo de implementação e na necessidade de estudos técnicos robustos.
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