- A Ferrari revelou a Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, com capacidade para cinco ocupantes e alcance de cerca de 530 quilômetros.
- O modelo foi desenvolvido em parceria com LoveFrom (Jony Ive) e Marc Newson, com estrutura de vidro e alumínio polido e velocidade máxima próxima de 320 km/h.
- A Luce usa quatro motores elétricos (um por roda) e traction integral, com portas largas e espaço de porta-malas generoso.
- O preço fica acima de US$ 500 mil, e analistas questionam se os clientes ultrarricos irão adquirir o modelo diante das incertezas do mercado.
- A Ferrari diz manter o foco na eletrificação, mesmo com dúvidas sobre a demanda, segundo declarações de executivos e analistas.
A Ferrari revelou seu primeiro carro totalmente elétrico, a Luce, uma aposta de alto preço e alta visibilidade no mercado de luxo. O modelo de cinco lugares chega em meio a metas de eletrificação ainda não totalmente atingidas pelos fabricantes de luxo. O lançamento ocorreu após anos de desenvolvimento conjunto com parceiros de design.
A Luce é descrita pela equipe da Ferrari como um esportivo capaz de curvas rápidas, mesmo carregando mais de meia tonelada em baterias e componentes elétricos fixados ao assoalho. O veículo atinge quase 320 km/h, segundo a fabricante, e leva quatro motores, um para cada roda.
Estrutura e design
A Luce nasceu de uma colaboração com a LoveFrom, agência de design fundada por Jony Ive, e com Marc Newson, para a construção de uma carcaça de vidro e alumínio polidos. John Elkann, presidente da Ferrari, buscou a parceria logo após a criação do estúdio de design, há cerca de cinco anos. Essas escolhas marcaram a fase de transição da marca.
Bastidores da eletrificação
Benedetto Vigna, CEO da Ferrari, afirmou que o projeto representou um salto tecnológico para a companhia. Analistas costumam indicar que a Luce sinaliza uma nova era para a Ferrari, ainda que haja dúvidas sobre a receptividade de um modelo elétrico com o DNA da marca.
Reação de mercado e expectativa
A fila de pedidos de modelos Ferrari continua extensa, e o público-alvo busca confirmar o apelo da Luce, especialmente por suas credenciais de emissão zero. A pergunta central é como o desempenho, com baterias dispostas entre eixos e quatro motores, ficará em velocidade máxima.
A proposta de som elétrico não duplicará o ronco tradicional da marca. A Ferrari instalou um acelerômetro para capturar o som de partes móveis durante a aceleração, gerando um ruído característico, que pode agradar ou não aos puristas.
Quem vendeu o projeto ao público foi o próprio CEO, que relatou a expectativa de clientes em contato direto na cerimônia de apresentação próxima a Roma. No dia, Vigna mencionou que o número de mensagens de clientes superou 20, sinalizando interesse imediato.
Desempenho e autonomia
A Luce oferece autonomia estimada de aproximadamente 530 quilômetros com uma única carga, posição que a coloca entre os EVs de maior eficiência em termos de alcance dentro do segmento de luxo. O conjunto de baterias e a arquitetura de quatro motores definem o perfil de desempenho.
A aposta da Ferrari é ambiciosa: converter parte dos consumidores de carros esportivos para a linha elétrica sem abrir mão da identidade da marca. Resta saber se o público de alto poder aquisitivo acolherá a proposta com o mesmo entusiasmo que os modelos a combustão.
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