- O lançamento do FGV Money Lab, hub de estudo sobre comportamento financeiro e endividamento, acontece na quarta-feira, 27, em São Paulo, com participação de especialistas e executivos do setor financeiro.
- O IDC aponta o pior nível de desconforto financeiro já registrado pela FGV, com comprometimento de renda de 29,7% em fevereiro e inadimplência acima de 90 dias em 7,2%, ambos recordes.
- Ainda segundo o levantamento, 25,1% do crédito livre para pessoas físicas está em modalidades de alto custo, como cheque especial, rotativo do cartão e crédito pessoal não consignado.
- Pesquisadores ressaltam que, mesmo com desemprego baixo, a percepção de sufoco financeiro persiste, ligando-se à qualidade do crédito e à maturidade financeira da população.
- O evento contará com painéis sobre riscos econômicos de 2026, endividamento estrutural e impactos das apostas online, com especialistas de Santander Brasil, Bradesco, Banco Paulista, C6 Bank, Reach Capital e Me Poupe!.
A Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o Estadão, lança o FGV Money Lab nesta quarta-feira em São Paulo. O hub vai estudar comportamento financeiro, educação econômica e endividamento das famílias brasileiras. O evento ocorre no Auditório FGV 9 de Julho, das 8h30 às 12h30.
A pauta inclui riscos econômicos para 2026, o avanço da dívida das famílias e o efeito das apostas online sobre o comportamento financeiro. Economistas, executivos do setor financeiro e especialistas participam dos painéis.
O lançamento acontece em ritmo de recordes de endividamento no país, com o IDC indicando desconforto financeiro em patamar histórico segundo a série iniciada em 2014. Dados vão até fevereiro de 2026.
Endividamento histórico
O IDC aponta que, em fevereiro, o comprometimento da renda com dívidas chegou a 29,7%. A inadimplência acima de 90 dias alcançou 7,2%, novo teto da série. Cerca de 25,1% do crédito livre está em modalidades caras.
Renda comprometida
Esses números sugerem que quase um terço da renda recebida está dedicada a dívidas, juros e amortizações. O indicador reforça a pressão financeira mesmo com desemprego relativamente baixo e atividade econômica resiliente.
Maturidade financeira
Especialistas destacam que a deterioração não depende apenas de renda ou custo do crédito. A percepção de sufoco financeiro persiste, em parte pela dificuldade de planejamento e renegociação constante de dívidas.
Qualidade da dívida
A pesquisa mostra que, além do volume, a qualidade do crédito mudou. Parte do crédito utilizado para consumo imediato não contribui para formação de patrimônio. Programas como o Desenrola ajudaram, mas o IDC voltou a subir.
Painéis
O primeiro painel discute riscos de 2026, com Ana Paula Vescovi (Santander) e Fernando Honorato Barbosa (Bradesco). O segundo aborda o endividamento estrutural, com Marcelo Toressi (Banco Paulista), Felipe Sales (C6 Bank) e Ricardo Campos (Reach Capital).
O terceiro bloco analisa impactos das apostas online e dos prediction markets, reunindo Ana Leoni (Planejar), Amanda Dias (Grana Preta) e Fernando Schmitt (Me Poupe!). O objetivo é fomentar educação financeira e decisões informadas.
Serviço
O quê: lançamento do FGV Money Lab, hub de estudo sobre comportamento financeiro, educação econômica e endividamento
Quando: quarta-feira, 27, das 8h30 às 12h30
Onde: Auditório FGV 9 de Julho, Rua Itapeva, 432, Bela Vista, São Paulo
Quem: painel 1 — Ana Paula Vescovi e Fernando Honorato Barbosa; painel 2 — Marcelo Toressi, Felipe Sales e Ricardo Campos; painel 3 — Ana Leoni, Amanda Dias e Fernando Schmitt
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