- Nos EUA, o índice de preços ao produtor subiu 6% em 12 meses até abril, acima do previsto, sinalizando pressão inflacionária.
- Em abril, a inflação ao consumidor dos EUA ficou em alta de 3,8% na comparação anual, puxada por gasolina, diesel e alimentos.
- Para maio, a expectativa é de 4% no acumulado de 12 meses; economistas do Federal Reserve (Fed) de Filadélfia projetam pico anualizado de até 6% neste segundo trimestre.
- No Brasil, o IPCA-15 de maio deve registrar alta mensal de 0,56%, com inflação anual em 4,58%. A Focus projeta 5,04% para 2026 e 4,01% para 2027.
- Analistas destacam que o impacto total do El Niño não está embutido nas projeções, com possibilidade de alta nos preços de alimentos de até 15% em 2027 e IPCA em torno de 5,3% em 2026 e 5% a 5,5% em 2027.
Investidores nos EUA e no Brasil devem ficar atentos a riscos de inflação que podem não estar totalmente contidos nas projeções atuais. Analistas destacam que fatores como petróleo, commodities e o El Niño ainda não foram plenamente incorporados aos planos de inflação para 2026 e 2027.
Nos EUA, o índice de preços ao produtor subiu 6% no acumulado de 12 meses em abril, acima da previsão de 5%. A leitura gerou forte volatilidade no mercado de Treasuries e elevou a aposta em altas de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. A inflação ao consumidor também cresceu de 3,3% em março para 3,8% em abril, com gasolina, diesel e alimentos como principais motores.
Para maio, o consenso aponta inflação de 4% nos últimos 12 meses. Contudo, a projeção mais recente do Fed de Filadélfia indica pico anualizado de até 6% no segundo trimestre, com a previsão de inflação em 2026 subindo de 2,6% para 3,5%.
Impacto do El Niño e cenário no Brasil
No Brasil, a divulgação do IPCA-15 de maio deve ficar abaixo do ritmo de abril, com alta mensal estimada em 0,56% e inflação anual de 4,58%. A projeção da Focus aponta 5,04% para 2026 e 4,01% para 2027, sem incorporar plenamente o efeito do El Niño sobre os alimentos.
Especialistas avaliam que o El Niño pode elevar o custo de alimentos e pressionar a inflação em 2026 e 2027. O cenário depende da intensidade do fenômeno, de modelos climáticos e da resposta institucional, o que pode sustentar projeções acima dos atuais.
Alguns analistas discutem a possibilidade de inflação de alimentos registrar alta adicional de até 15% em 2027. Nesse caso, trilhas de 5,3% para 2026 e entre 5% e 5,5% para 2027 não podem ser descartadas, mantendo o alerta sobre um ajuste inflacionário mais forte do que o esperado.
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