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Japão busca agenda com Lula para discutir acordo econômico com Mercosul

Japão busca agenda com Lula na cúpula do G7 para discutir AAE com o Mercosul, com foco em automóveis, energia e diversificação de petróleo e minerais críticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a premiê do Japão, Sanae Takaichi (Foto: EFE/Andre Borges/EPA/KIYOSHI OTA / POOL)
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  • Japão planeja iniciar negociações com o Mercosul em junho para um AAE focado em automóveis e energia.
  • A primeira-ministra Sanae Takaichi busca encontro com o presidente Lula na cúpula do G7, em meados de junho, na França, para apresentar a proposta.
  • Se começarem, seriam as primeiras negociações de livre-comércio do governo de Takaichi, que assumiu o cargo em outubro.
  • O acordo incluiria redução de tarifas de automóveis e diversificação de fontes de petróleo e minerais críticos, como terras raras.
  • O Japão depende de cerca de 90% de seu petróleo do Oriente Médio; o fechamento do Estreito de Ormuz intensifica a busca por novas fontes, incluindo o Brasil, e a diversificação de minerais envolve a China.

O Japão pretende iniciar negociações com o Mercosul, em junho, para um Acordo de Associação Econômica (AAE) centrado em automóveis e energia. A meta foi informada pelo jornal Nikkei, nesta terça-feira. Sanae Takaichi, primeira-ministra interina, busca uma reunião com Lula da Silva na cúpula do G7, prevista para meados de junho, na França. A ideia é apresentar a proposta ao líder brasileiro.

Se confirmadas, as conversas seriam as primeiras negociações de livre-comércio sob o governo de Takaichi, que assumiu o poder em outubro do ano passado. O objetivo é reaquecer a economia japonesa, com uma agenda que combina reforçar relações com o Mercosul e ampliar o comércio.

O acordo tende a priorizar a redução de tarifas sobre automóveis e a diversificação de fontes de petróleo e minerais críticos, segundo o diário. A pauta também envolve ampliar a segurança de suprimentos no setor energético japonês.

Contexto energético

O Japão depende de importações para cerca de 90% do petróleo bruto, principalmente do Oriente Médio. O risco de interrupções aumentou com o fechamento do Estreito de Ormuz, em decorrência de conflitos na região. Autoridades japonesas chegaram a liberar parte de reservas estratégicas para mitigar a pressão.

Na última semana, o ministro da Economia japonês, Ryosei Akazawa, reuniu-se com o chanceler Mauro Vieira, em Tóquio, e colocou o Brasil como possível fornecedor de petróleo. O encontro reforçou a busca por diversificação de suprimentos.

O Japão e o Mercosul já avançam há anos na ideia de um tratado de livre-comércio. Em dezembro, as partes alcançaram um Marco de Associação Estratégica, que ampliou o diálogo e a cooperação entre as regiões.

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