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Mercado de trabalho amplia demanda por gestores de IA

Mercado demanda gestores de IA para unir gestão, estratégia e tecnologia, impulsionando a transformação digital e a requalificação até 2030

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  • A expansão da inteligência artificial aumenta a procura por gestores que aliam gestão, estratégia e conhecimento tecnológico.
  • Estima-se que cerca de 300 milhões de empregos no mundo estejam expostos à automação; até 2029, a IA pode executar até 95% das tarefas baseadas em texto.
  • O Fórum Econômico Mundial aponta que 59% dos trabalhadores precisarão se requalificar até 2030, com 40% das habilidades exigidas mudando nos próximos anos.
  • Surge a demanda por profissionais que usem IA e liderem estratégias e equipes, com a FIAP criando o curso de Gestão de IA; não é necessário conhecimento prévio em programação.
  • Desafios de adoção da IA são, em grande parte, humanos (63%); cargos como Chief AI Officer e AI Product Manager começam a se consolidar.

O mercado de trabalho ganha foco na gestão de IA à medida que as empresas aceleram a adoção de tecnologias. Profissionais capazes de unir gestão, estratégia e conhecimento técnico passam a ser mais demandados.

Estudos recentes mostram o tamanho da transformação. Goldman Sachs aponta cerca de 300 milhões de empregos expostos à automação. MIT FutureTech indica capacidade de executar até 95% das tarefas baseadas em texto até 2029.

O Fórum Econômico Mundial projeta que 59% dos trabalhadores precisarão se requalificar até 2030, com mudanças significativas nas habilidades exigidas. IA, big data, cibersegurança e alfabetização tecnológica ocupam posição de destaque.

Demanda por novos perfis e formação

Diante do cenário, há crescimento na busca por profissionais que operem ferramentas de IA e conduzam estratégias orientadas por tecnologia. Na FIAP, André Maluf destaca a criação de um curso específico para Gestão de IA, diante da necessidade de novos modelos de trabalho.

O coordenador explica que a formação aborda administração aplicada a um ecossistema tecnológico, com foco em criar estratégias, liderar equipes e medir resultados em empresas AI First. A gestão de IA exige métricas e investimentos diferentes.

Além de aspectos estratégicos, o curso enfatiza prática. Não é necessário conhecimento prévio em programação, mas há contato com lógica computacional, Python, dados e uso de ferramentas de IA. Disciplinas de marketing, finanças e gestão de pessoas são adaptadas ao digital.

Desafios da implementação e relato do mercado

A adoção de IA traz entraves principalmente humanos. Uma pesquisa da Prosci com mais de mil profissionais aponta que 63% das dificuldades estão ligadas a fatores humanos, não técnicos. Surgem cargos dedicados, como AI Product Manager e Chief AI Officer.

Para Maluf, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para preparar equipes e reestruturar processos, dificultando a transformação de IA em resultado estratégico. Há disputa por profissionais que integrem gestão corporativa e IA.

A formação do mercado não exige atuação prática em programação, mas oferece experiência com problemas reais. Projetos com empresas parceiras e simulações de gestão com IA integram a grade curricular.

Tendência de mercado e futuro do cargo

A tendência é que o conhecimento em gestão de IA se torne requisito, e não diferencial. No horizonte, muitos negócios nascerão digitais, sob o paradigma AI First. O gestor preparado para esse ecossistema deve tornar-se o padrão do mercado global.

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