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Pobreza deve cair em 2025, mas desigualdade aumenta

Pobreza cai pela quarta vez consecutiva em 2025, mas desigualdade aumenta, puxada pela renda dos mais ricos, segundo estudo da FGV Ibre

Daniel Duque: “Não é tão incomum que a pobreza diminua e a desigualdade aumente ao mesmo tempo” — Foto: Leo Pinheiro/Valor
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  • O Brasil teve queda da pobreza em 2025, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) com microdados da PNAD.
  • Mesmo com a redução da pobreza, a desigualdade social aumentou no mesmo período.
  • O ganho de renda dos mais ricos acima da média pode explicar o recorte entre pobreza e desigualdade.
  • A análise foi conduzida pelo pesquisador associado Daniel Duque, com base em microdados da PNAD.
  • Trata-se do quarto ano consecutivo de redução da pobreza, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pelos aumentos salariais desde 2022.

O Brasil registrou, em 2025, queda da pobreza pela quarta ano seguido, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A análise usa microdados da PNAD para medir renda e desigualdade no país. O recuo da pobreza ocorre mesmo com aumento da desigualdade.

Segundo o estudo, houve simultaneidade de alta na renda e de concentração de renda. O cenário reflete o momento aquecido do mercado de trabalho e a escalada de salários desde 2022. Dados apontam que a pobreza recuou, enquanto a desigualdade ganhou fôlego.

O pesquisador associado Daniel Duque destaca que, em algumas situações, é comum observar redução de pobreza com aumento da desigualdade. A leitura do FGV Ibre aponta descolamento entre o desempenho global da renda e a distribuição entre os estratos sociais.

H3 Contexto e dados

A pesquisa utiliza microdados da PNAD para reconstruir trajetórias de renda e de pobreza. O objetivo é entender como políticas, mercados e salários influenciam o cenário social no curto e médio prazo. O estudo aponta fatores macroeconômicos que ajudam a explicar o recuo da pobreza.

O relatório ressalta que o impulso do mercado de trabalho, aliado ao crescimento de salários, contribuiu para a melhora na linha de pobreza. Ainda assim, a desigualdade permanece elevada, indicando ganhos concentrados em segmentos específicos da população.

H3 Implicações

Especialistas avaliam que os resultados exigem políticas que ampliem a participação de renda para diferentes camadas da sociedade. A análise da FGV Ibre sugere necessidade de ações que equilibrem ganhos, evitando que a recuperação econômica seja apenas para os mais privilegiados.

As conclusões do estudo reforçam a importância de monitorar indicadores de pobreza e de desigualdade de forma contínua. A gestão pública pode se orientar por esses dados para desenhar políticas sociais mais inclusivas.

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