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Preço do petróleo sobe após EUA atacarem Irã, violando cessar-fogo

Petróleo sobe quase quatro por cento após ataques dos EUA quebrarem cessar-fogo; negociações sobre Hormuz e programa nuclear iraniano seguem sem avanço

Quatro barcos tradicionais de madeira navegam em águas calmas próximas a uma costa montanhosa. As embarcações estão distribuídas em diferentes distâncias, com uma delas em primeiro plano e as outras três ao fundo, próximas à base das montanhas.
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  • O petróleo Brent subiu quase 4% nesta terça-feira (26) após ataques dos EUA à província de Hormozgan, no sul do Irã, que violaram o cessar-fogo vigente desde 8 de abril.
  • O barril atingiu US$ 96,37 por volta das 9h40 (horário de Brasília), após abrir em torno de US$ 95.
  • As tensões ocorrem em meio a negociações de paz estagnadas, com disputas sobre o controle do estreito de Hormuz, responsável por cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, e o programa nuclear iraniano.
  • O Irã acusa os EUA de violar o cessar-fogo; o governo americano diz que as ações foram defensivas contra alvos que tentavam colocar minas.
  • Em relação às negociações, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o estreito de Hormuz será reaberto de qualquer forma, e os dois países discutem os termos do acordo no Qatar, com avanços ainda incertos.

O preço do petróleo subiu quase 4% nesta terça-feira (26) após ataques dos EUA à província de Hormozgan, no sul do Irã, na véspera. O movimento ocorreu em meio a violações ao cessar-fogo vigente desde 8 de abril entre EUA e Irã. O Brent abriu estável e chegou a US$ 95, depois acelerou.

Às 5h45, o Brent alcançou US$ 96,37, alta de 3,16%. O patamar refletiu a repercussão dos ataques e o retorno das preocupações com o fornecimento na região do Golfo. A janela de negociação permaneceu volátil ao longo da manhã.

Contexto geopolítico

O choque envolvendo Hormozgan reaviva a tensão em torno do estreito de Hormuz, que concentra cerca de 20% da produção global de petróleo e gás. O Irã condiciona qualquer acordo à manutenção do controle do estreito mediante tarifas, enquanto os EUA defendem a livre passagem sem cobrança.

O regime persa atribui aos EUA a responsabilidade pelas consequências das ações, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã. O Comando Central dos EUA informou ter agido para neutralizar alvos que tentavam colocar minas, em retaliação ao cessar-fogo.

Avanços nas negociações

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o estreito deverá se manter aberto, de forma permanente. Além disso, disse que há discussões sobre a redação do documento inicial entre as partes, com expectativa de avanços nos próximos dias.

Paralelamente, as negociações em Qatar continuam em ritmo lento. O presidente Trump disse que o acordo com o Irã pode ser significativo ou não ocorrer. O Irã, por sua vez, ressaltou que não é possível prever o fechamento imediato de um acordo.

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