- No Rio2C, especialistas destacaram dificuldades de acesso a financiamento para o audiovisual, mesmo com programas estatais, e a necessidade de um ambiente mais estável para atrair capital privado.
- Painel “O Brasil no Mapa de Investimento” reuniu representantes do BNDES, Ancine, SPCine e RioFilme para discutir novos mecanismos de crédito e maior integração entre governo federal e governos locais.
- O BNDES ressaltou clientes menores e projetos em estágio inicial, afirmando que o crédito ainda é mais utilizado por empresas consolidadas e que o audiovisual é uma economia baseada em intangíveis.
- Foi lembrado o programa BNDES FSA Audiovisual, lançado em 2024 em parceria com Ancine e BRDE, com a ideia de transformar mecanismos atuais em políticas permanentes de Estado.
- O edital Arranjos Regionais, do Ministério da Cultura e da Ancine, prevê cerca de R$ 630 milhões em investimentos (R$ 520 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual e R$ 111 milhões em contrapartidas estaduais e municipais), com 41 arranjos regionais aprovados em 24 estados e 17 municípios; Ceará informou aumento de investimentos de R$ 9,8 milhões em 2022 para R$ 35 milhões previstos em 2026.
O acesso a financiamento ainda é desafio para o audiovisual no Brasil. Executivos presentes no Rio2C afirmaram que há necessidade de ampliar a previsibilidade regulatória e a atração de capital privado. O painel ocorreu no Rio de Janeiro, durante o evento que começou na terça-feira e vai até domingo.
Representantes do BNDES, Ancine, SPCine e RioFilme debateram novos mecanismos de crédito. O objetivo é ampliar instrumentos de financiamento, especialmente para empresas menores e projetos em estágio inicial. O BNDES destaca a intenção de transformar o apoio em política de Estado.
Novo marco de financiamento
O BNDES lembrou a atuação no setor desde 1995 e citou o programa BNDES FSA Audiovisual, lançado em 2024 em parceria com Ancine e BRDE. A meta é tornar os mecanismos permanentes, deixando de ser política de governo.
Leonardo Edde, presidente da RioFilme, destacou a necessidade de um ambiente estável para atrair capital privado. Sem diversidade de fontes e planejamento claro, a previsibilidade fica comprometida.
Arranjos Regionais no foco
Outra mesa tratou do edital Arranjos Regionais, com apoio do Ministério da Cultura e da Ancine. O programa soma 520 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual e 111 milhões em contrapartidas estaduais e municipais, totalizando cerca de 630 milhões.
Fabiana Trindade, da Ancine, enfatizou a coordenação entre União, Estados e municípios para uma política de Estado com continuidade. Dados da mesa apontaram 41 arranjos regionais envolvendo 24 estados e 17 municípios.
Jade Romero, da Cultura do Ceará, mencionou incremento de investimentos para o audiovisual local: de 9,8 milhões em 2022 para 35 milhões previstos em 2026 com Arranjos Regionais. Ela ressaltou a transformação do setor em ecossistema permanente.
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