- O IPCA-15 de maio para alimentação e bebidas subiu 1,38%, a maior alta para o mês desde 2022 (1,52%).
- O grupo foi responsável por 0,30 ponto percentual da taxa de 0,62% do IPCA-15 de maio, ou 48,4% da alta.
- Alimentação no domicílio avançou 1,73% em maio, ante 1,77% em abril; carnes subiram 1,98% e leite longa vida subiu 6,07%.
- Outros alimentos tiveram pressão relevante, como batata-inglesa com alta de 26,29% e tomate com 12,97%.
- Juntos, carnes, leite longa vida, batata-inglesa e tomate contribuíram com 0,19 ponto percentual da taxa e 30,6% da alta do IPCA-15 de maio.
O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, enquanto o grupo alimentação e bebidas avançou 1,38% ante 1,46% em abril. O resultado mantém a inflação do período em terreno positivo, com elevação ainda puxada por itens alimentares.
Os alimentos contribuíram de forma relevante para o crescimento mensal, respondendo por 0,30 ponto percentual da taxa do IPCA-15 e por cerca de 48,4% da alta de maio. A contribuição do grupo, portanto, foi a mais expressiva entre os componentes.
Na alimentação no domicílio, o índice passou de 1,77% em abril para 1,73% em maio. As maiores pressões vieram de carnes, com alta de 1,98% (impacto de 0,06 pp), e de leite longa vida, em alta de 6,07% (impacto de 0,05 pp).
Outros itens também influenciaram, como batata-inglesa, com alta de 26,29% e influência de 0,04 pp, e tomate, em elevação de 12,97% (0,04 pp). Juntos, carnes, leite longa vida, batata-inglesa e tomate contribuíram com 0,19 pp da taxa total de 0,62% (aproximadamente 30,6% da alta).
Principais contribuições da alimentação
As variações acima mostram que o encarecimento de proteínas e hortifrutigranjeiros pesou de forma relevante na leitura de maio. A divulgação do IPCA-15 reforça a pressão sobre o custo de vida para o mês, diante de uma inflação ainda sensível a itens sazonais.
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