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BC orienta cautela no crédito com juros elevados e endividamento familiar

BC adverte cautela na concessão de crédito diante de juros altos e endividamento das famílias, mantendo gestão prudente de capital e liquidez

Sede do Banco Central (BC) em Brasília — Foto: Arthur Menescal/Bloomberg
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  • O Banco Central informou que a Selic em patamar contracionista, aliado ao aumento de inadimplência, comprometimento de renda e endividamento das famílias, demanda cautela adicional na concessão de crédito.
  • O Comef manteve o ACCPBrasil em 0% e destacou que o sistema financeiro está preparado para enfrentar riscos de crédito, com provisões, liquidez e capital em níveis adequados.
  • O crédito bancário segue desacelerando, enquanto o mercado de capitais voltou a ganhar fôlego.
  • A instituição ressaltou baixa exposição cambial e pequena dependência de funding externo, indicando menor sensibilidade a oscilações financeiras externas.
  • O Comef recomendou que as instituições supervisionadas mantenham políticas de gestão prudente de capital e liquidez diante das incertezas econômicas, com avaliação de ajustes no ACCP Brasil em até doze meses, se necessário.

O Banco Central informou nesta quarta-feira 27 que a Selic em patamar contracionista, aliada ao aumento da inadimplência, do comprometimento de renda e do endividamento das famílias, exige cautela extra na concessão de crédito. A instituição pediu que bancos supervisionados mantenham gestão prudente de capital e liquidez.

O documento indica que o endividamento das empresas também eleva o risco na qualidade dos empréstimos e no apetite ao risco. O Comef se reuniu na terça e nesta quarta para avaliar o cenário e as medidas de estabilidade financeira.

O BC destacou que o crédito bancário desacelerou, enquanto o mercado de capitais mostrou reaceleração. Provisões para perdas, liquidez e capital permanecem adequadas, com bancos mantendo níveis superiores aos exigidos. O texto reforça prudência diante das incertezas econômicas globais.

Cenário e medidas

O Comef manteve o ACCPBrasil em 0%, instruindo as instituições a manterem capital e liquidez elevados. Caso haja alta do ACCPBrasil, as regras permitem 12 meses para adequação, com foco na estabilidade do sistema financeiro.

O BC aponta riscos externos, como políticas monetárias globais, reajustes de ativos e geopolítica, influenciando a condução da política econômica.

As avaliações do comitê consideram indicadores de economia real, sem desenho mecânico, para definir medidas de mitigação de risco no crédito.

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