- O Ministério de Minas e Energia anunciou o primeiro Leilão de Reserva de Capacidade voltado a projetos BESS, para contratar potência que armazena energia e a libera sob demanda.
- A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou um sistema BESS de 100 MW/200 MWh no Acre, conectado à Subestação Cruzeiro do Sul, para ampliar a confiabilidade regional.
- Internacionalmente, a Agência Internacional de Energia (IEA) projeta crescimento de seis vezes na capacidade global de armazenamento até 2030, com as baterias respondendo por cerca de 90% desse aumento; a BloombergNEF aponta adições anuais acima de 100 GW em 2025.
- No Brasil, o avanço da geração solar e eólica aumenta a necessidade de BESS para lidar com variações de produção, armazenando energia em períodos de maior disponibilidade e liberando-a quando a demanda cresce.
- O cenário depende de avanço regulatório, modelos de negócio viáveis e capacidade técnica; diretrizes do leilão ainda não foram publicadas, e há expectativa sobre o impacto regulatório e a competitividade do mercado.
O Ministério de Minas e Energia anunciou o primeiro Leilão de Reserva de Capacidade voltado a sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS). O objetivo é contratar potência capaz de armazenar energia e liberá‑la sob demanda, contribuindo para a estabilidade do fornecimento no Brasil.
Ao mesmo tempo, a Empresa de Pesquisa Energética avaliou o planejamento técnico e sugeriu a implantação de um BESS de 100 MW/200 MWh no Acre, conectando à Subestação Cruzeiro do Sul. A proposta busca melhorar a confiabilidade regional, com atuação rápida em contingências e apoio a serviços ancilares.
Perspectivas globais e impactos no Brasil
A Agência Internacional de Energia projeta um crescimento global de seis vezes na capacidade de armazenamento até 2030, com baterias respondendo por grande parte desse incremento. Dados da BloombergNEF indicam que, em 2025, as adições anuais ultrapassaram 100 GW, sinalizando aumento da demanda por estabilidade de rede.
No Brasil, a expansão de geração solar e eólica eleva a necessidade de recursos para lidar com variações de produção ao longo do dia. O BESS possibilita armazenar energia em períodos de maior disponibilidade e liberá-la quando a demanda aumenta, reduzindo perdas e fortalecendo a operação em horários críticos.
Desafios regulatórios e de implementação
A CEO da SecPower destaca que o armazenamento deixou de ser tema de futuro e passa a ser ferramenta de planejamento, operação contínua e segurança do fornecimento. Ainda não há diretrizes completas para o leilão, e a qualidade das normas terá papel decisivo na previsibilidade e na competitividade do processo.
Especialistas ressaltam que o avanço depende de regras regulatórias claras, modelos de negócio viáveis e capacidade técnica para projetar, integrar e operar BESS com segurança. A consolidação do tema no Brasil depende, principalmente, de evolução regulatória, inovação em modelos econômicos e desenvolvimento técnico adequado.
Realidade e próximos passos
As iniciativas apontam para uma mudança estrutural, com o armazenamento ocupando espaço relevante na infraestrutura energética. A adoção de BESS passa a integrar estratégias de segurança energética, mantendo o equilíbrio entre renováveis, confiabilidade de suprimento e custos para consumidores.
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