- A TIM afirma que a conectividade no campo aumenta a produtividade, com monitoramento em tempo real de máquinas e redução de desperdícios, mesmo em crise no setor.
- A parceria com a CNH mantém uma fazenda-modelo para mostrar os impactos da conectividade, que já proporcionou queda de 30% no consumo de combustível.
- Investimento de R$ 77 milhões visa implantar 97 torres de telecomunicações em Minas Gerais, em até 18 meses, conectando cerca de 1,5 milhão de hectares.
- A ação deve beneficiar mais de 200 mil pessoas em áreas rurais sem conectividade, incluindo 47 escolas, 11 unidades de saúde e cerca de 11 mil propriedades.
- O custo de implantação varia por região; em Minas, Rio Grande do Sul e Paraná fica entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por hectare, equivalente a aproximadamente um quarto a meia saca de soja por hectare.
A conectividade avançada no agronegócio ganha espaço como ferramenta para aumentar a produtividade no campo, mesmo diante da crise no setor nos últimos dois anos. Empresas de tecnologia e telecom estão fortalecendo a digitalização das operações rurais para melhorar o desempenho.
Segundo o diretor de soluções de negócios B2B da TIM, Alexandre Dal Forno, a retração econômica reduziu investimentos, mas reforçou a necessidade de soluções que tornem a produção mais eficiente. A estratégia da empresa é flexível para atender produtores.
Dal Forno afirma que conectividade no campo é um investimento, não custo. Com as propriedades conectadas, é possível monitorar máquinas em tempo real, reduzir desperdícios e otimizar recursos, segundo o executivo.
A TIM mantém uma fazenda-modelo em parceria com a CNH para demonstrar impactos da conectividade. Em um espaço experimental, o uso de tecnologia levou a uma redução de 30% no consumo de combustível.
A parceria com a CNH existe há cerca de dois anos e, na semana passada, as empresas anunciaram um investimento de 77 milhões de reais. O aporte financia 97 novas torres de telecomunicações em Minas Gerais.
As torres devem conectar cerca de 1,5 milhão de hectares no estado, beneficiando mais de 200 mil pessoas em áreas rurais sem conectividade, incluindo 47 escolas rurais, 11 unidades de saúde e cerca de 11 mil propriedades.
Para Dal Forno, ampliar a conectividade permite controle em tempo real do que acontece no campo e maior eficiência operacional. A transformação digital, no entanto, avança de forma gradual entre os produtores.
Ele ressalta que, embora a troca de máquinas traga ganhos imediatos, o retorno dos investimentos em conectividade depende de mudanças nos processos internos e do acompanhamento de indicadores.
O uso de dados facilita decisões mais precisas no dia a dia da fazenda. Com indicadores, o produtor consegue avaliar resultados de cada operação e planejar passos futuros com maior assertividade.
Quanto aos custos de implantação, Dal Forno diz que variam por região e pelo tamanho da operação. Em estados como Minas, Rio Grande do Sul e Paraná, a faixa fica entre 10 mil e 15 mil reais por hectare.
Segundo o executivo, esse custo corresponde aproximadamente a um quarto a meio de saca de soja por hectare, sinalizando que o investimento é viável para iniciar a transformação operacional do campo.
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