- Economista Marcos Mendes afirmou que a pauta no Congresso hoje representa o Brasil de marcha à ré, durante participação no projeto Brasil Adiante, do Estadão.
- Mendes critica a condução da discussão pública, citando a ampliação do limite de inclusão do microempreendedor individual (MEI) como exemplo de atraso.
- O pesquisador destaca que o país sofre de baixa coesão social, com interesses privados prevalecendo sobre o interesse público.
- Para o próximo governo, ele aponta três prioridades: mudança na indexação dos benefícios previdenciários assistenciais, desvinculação de receita e despesa e uma reforma robusta da Previdência.
- Mendes recomenda que, já no primeiro dia de mandato, o presidente envie ao Congresso um pacote amplo de reformas fiscais e de produtividade, para enfrentar a defensiva do Legislativo e evitar negociações dem emendas.
O economista Marcos Mendes participou nesta quarta-feira, 27, do projeto Brasil Adiante, do Estadão, reunindo especialistas para debater propostas para o Brasil. Mendes avaliou que a pauta em discussão no Congresso representa um retrocesso.
Ele afirmou que o país enfrenta desafio de seguir adiante devido a uma sociedade de baixa coesão social, na qual interesses privados costumam prevalecer sobre o interesse público. Essa lógica, segundo ele, dificulta a criação de valor público.
Para o próximo governo, Mendes destacou três prioridades que deveriam já entrar em prática no primeiro dia de mandato: mudar a indexação de benefícios previdenciários assistenciais, desvincular receita e despesa e promover uma reforma da Previdência, com necessária revisão das relações entre Executivo e Congresso.
Prioridades para o governo que vem aí
Segundo o pesquisador associado do Insper, é essencial apresentar um pacote amplo de reformas fiscais e de produtividade ao Congresso, no início do mandato, para evitar negociações pontuais com emendas. Essa estratégia, na visão dele, aumenta as chances de avanços estruturais.
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