- Em março, a carteira de consignado privado para trabalhadores CLT superou R$ 100 bilhões, aumento de 142% em relação a março do ano passado.
- O saldo total representa pouco mais de um quarto do consignado para servidores, que somava R$ 384 bilhões, indicando espaço para expansão futura.
- Itaú lidera o segmento, com carteira no primeiro trimestre de cerca de R$ 19,5 bilhões, somando pouco mais de 20% de participação de mercado.
- Caixa Econômica Federal tem aproximadamente R$ 9 bilhões na linha CLT, enquanto Bradesco chega a R$ 6,7 bilhões, o que corresponde a 6,6% do mercado; bancos privados aceleram o crescimento.
- A consolidação depende da evolução do sistema DataPrev para facilitar portabilidade entre bancos e migração automática de contratos; o governo trabalha em medidas para coibir taxas abusivas no crédito consignado.
O crédito consignado privado continua ganhando espaço entre os bancos, impulsionado pela alta da Selic. Em março, a carteira de consignado para trabalhadores do setor privado superou 100 bilhões de reais, segundo dados do Banco Central, com alta de 142% frente a março do ano anterior.
O crescimento ocorre enquanto instituições buscam robustecer balanços diante de endividamento e inadimplência. O DataPrev, que processa os empréstimos, ainda passa por ajustes, mas já acelera concessões para blindagem de resultados.
Dados do mercado
Entre os privados, o Itaú lidera, com carteira que subiu de 12 bilhões para 19,5 bilhões no 1º trimestre, performance acompanhada de participação de pouco mais de 20% no mercado. O presidente Milton Maluhy Filho destacou qualidade dos clientes e rentabilidade.
O Bradesco também avança, com consignado privado representando 6% do portfólio e saldo de cerca de 6,7 bilhões, alta de quase 43% anual. A Caixa, participando do programa, está nos estágios iniciais, com carteira CLT em torno de 9 bilhões.
Desafios operacionais e regulação
A expansão depende da melhoria da portabilidade entre bancos e migração automática de contratos quando há troca de emprego, tarefa ainda dependente do DataPrev. Mudanças devem ocorrer entre maio e setembro, segundo executivos.
Há estudos para permitir garantias pelo FGTS via canais próprios dos bancos, com versão intermediária pela CTPS digital. O governo avalia regras para restringir o custo efetivo total, especialmente em plataformas digitais, para evitar taxas abusivas.
Cenário regulatório e perspectivas
Analistas destacam incertezas regulatórias como fator limitante para escalar o consignado privado. Taxas mais altas e custos operacionais podem pressionar margens dos originadores, mantendo o setor cauteloso, mesmo com potencial de crescimento.
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