- Ibovespa fechou em 175.744 pontos, queda de 0,48%, segunda baixa na semana; índice acumula queda de 11,5% desde 14 de abril e está 9,5% positivo no ano.
- Dólar encerrou em R$ 5,0560, alta de 0,43%, maior fechamento desde 8 de abril.
- Petrobras teve recuo nos papéis, com PETR4 caindo 1,43% e PETR3 (-1,62%); Prio caiu 2,73%.
- Preço do petróleo caiu após avanço nas negociações entre EUA e Irã, com Brent ~queda de 4,7% e WTI a US$ 89,42 o barril.
- No Brasil, a PEC da fim da escala 6 x 1 avançou no Congresso; Copasa caiu 4,71% com notícias sobre privatização, e o IPCA-15 de maio subiu 0,62% (variável anual 4,64%).
O Ibovespa estendeu as perdas nesta quarta-feira (27), pressionado pela queda dos preços do petróleo. O recuo acompanha rumores de avanço nas negociações entre EUA e Irã, que influenciaram o humor no mercado de commodities. O índice fechou em 175.744 pontos, queda de 0,48%.
O dólar avançou 0,43%, a R$ 5,0560, o maior fechamento desde 8 de abril. Entre as ações, a Petrobras puxou a queda, com PETR4 caindo 1,43% e PETR3 recuando 1,62%. Outros papéis do setor também registraram levantamento de aversão ao risco.
A sessão foi marcada pela oscilação dos futuros de petróleo após a divulgação de uma minuta preliminar do acordo entre Teerã e Washington pela TV estatal do Irã. O conteúdo sugeria suspensões e retiradas militares, o que não foi confirmado por Washington.
Desdobramentos no mercado brasileiro
Ainda assim, o Brent caiu cerca de 4,7%, enquanto o WTI recuou 4,8%, para US$ 89,42 o barril. No mesmo dia, a Bolsa brasileira também foi sensível ao avanço da PEC do fim da escala 6 x 1 no Congresso, elevando a preocupação com inflação e com o ciclo de cortes de juros.
Entre as maiores baixas, a Copasa caiu 4,71% em meio a informações de que ofertas recebidas ficaram abaixo do preço mínimo e o governo de Minas Gerais avalia refazer a operação. BTG Pactual, Axia, B3 e Sabesp também tiveram perdas relevantes.
A agenda econômica trouxe ainda o IPCA-15 de maio, com alta de 0,62% no mês, bem acima da previsão de 0,57%. A variação anual alcançou 4,64%, acima do teto de 4,5% da meta do Banco Central.
Comentários do dia e cenário
A sessão consolidou a tendência de alta do dólar e de queda nos preços de ativos de risco no cenário externo, em meio a notícias sobre negociações entre grandes parceiros internacionais. Apesar da queda, o Ibovespa acumula alta de 9,5% no ano.
O petróleo segue atento a sinais de acordo entre Estados Unidos e Irã, que podem influenciar a oferta global. O mercado brasileiro observa impactos da política fiscal e de juros, com instabilidade pontual dos ativos domésticos. Com informações da Bloomberg News.
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